Negócios

09/04/2018

E-commerce nacional cresce, mas brasileiros gastam US$ 2,7 bi em sites estrangeiros em 2017, alta de 15%

Nos últimos dois anos, mais da metade dos consumidores online havia comprado em portais internacionais; em 2017, dado caiu para 48%

E-commerce nacional cresce, mas brasileiros gastam US$ 2,7 bi em sites estrangeiros em 2017, alta de 15%

A Ebit estima que os brasileiros gastaram, somente em 2017, US$ 2,7 bilhões na compra de bens de consumo em sites estrangeiros
(Arte/TUTU)

Por Júlia Matravolgyi

A inflação mais controlada e a agilidade nas entregas de sites nacionais trouxeram ganhos de competitividade ao e-commerce brasileiro, que faturou R$ 47 bilhões em 2017, impulsionado pelo aumento de pedidos.

Como resultado, houve um pequeno enfraquecimento na proporção de compradores em sites internacionais, segundo o 37º relatório Webshoppers, divulgado em março pela Ebit – empresa referência em informação sobre comércio eletrônico. Segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados declararam ter comprado em sites de outros países, queda de 5 pontos porcentuais em relação a 2016. Nos últimos dois anos, mais da metade dos consumidores online havia feito compras em portais internacionais.

Realizada anualmente pela Ebit, a “Pesquisa Cross Border” avalia o comportamento de compra dos consumidores brasileiros em sites internacionais. Essa é a quarta edição do estudo, o que permite a análise de variações ocorridas ao longo dos últimos anos.

Veja também:
Comércio eletrônico fatura R$ 47 bilhões em 2017 impulsionado por aumento de pedidos
Confiança que traz lucro: sites que mostram ser seguros tendem a vender mais
Empresas tentam reduzir abandono de carrinho no e-commerce

Apesar da queda da proporção de consumidores que compraram fora do Brasil em relação ao total, a quantidade de clientes ativos (ou seja, aqueles que fizeram pelo menos uma compra em portais de outros países) cresceu 6% no ano, atingindo um total estimado de 22,4 milhões de pessoas.

“Sites internacionais continuam sendo uma excelente alternativa para adquirir produtos de menor valor, quando os consumidores não estão preocupados com o prazo de entrega, mas com preços mais baratos”, explica o presidente do conselho do Comércio Eletrônico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e CEO da Ebit, Pedro Guasti.

Além disso, a Ebit estima que os brasileiros gastaram, somente em 2017, US$ 2,7 bilhões na compra de bens de consumo em sites estrangeiros – 15% mais que em 2016. O fator determinante para o crescimento do faturamento das compras em sites internacionais em 2017 foi o número de pedidos, que cresceu 11,3%, atingindo de 73,8 milhões.

“É importante notar, também, que 90% das compras foram feitas para entregas em endereços do Brasil. A cada ano, os consumidores que compram em sites internacionais optam menos pela entrega do pedido no exterior e mais pelo envio no endereço daqui”, observa o diretor executivo da Ebit, André Dias.

O site chinês Ali Express é o mais procurado pelos consumidores: 54% das compras foram feitas pela plataforma, seguida pela norte-americana Amazon, alvo de 26% dos compradores no mesmo período. Produtos eletrônicos e de moda e acessórios são predominantes nas compras de brasileiros em portais de fora do País.

 info__webshoppers