Economia

24/08/2018

Elevação no preço da energia elétrica influencia índices de preços

FecomercioSP recomenda que empresário use energia elétrica com moderação

Elevação no preço da energia elétrica influencia índices de preços

Tarifas de energia elétrica subiram 15,89% entre agosto de 2017 e julho de 2018
(Arte: TUTU)

O empresário precisa usar de forma racional a energia elétrica em seus estabelecimentos porque a elevação nos preços desse serviço pode afetar a estrutura de custos de operação do estabelecimento.

O varejo, por exemplo, usa de forma intensiva esse bem para iluminação, refrigeração e aquecimento de ambientes, e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) alerta que um mau gerenciamento desse tipo de gasto influi nas margens de lucro.

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O consumidor residencial também sente o impacto nos preços desse serviço: entre agosto de 2017 e julho de 2018 as tarifas de energia elétrica subiram 15,89% em média na Região Metropolitana de São Paulo, segundo apontou o Índice de Preços de Serviços (IPS), que integra a pesquisa Custo de Vida por Classe Social (CVCS), divulgada mensalmente pela Entidade.

No comparativo mensal, o IPS mais que dobrou ao registrar variação positiva de 1,82% em julho, ante a alta de 0,69%, verificada em junho. A principal contribuição de alta foi do segmento de transporte, com aumento de 4,97% em seus preços médios – com destaque para os segmentos de passagem aérea (45,77%), ônibus interestadual (8,62%), pedágio (2,15%) e lubrificação e lavagem (1,21%). O segmento de habitação se manteve em trajetória de alta, encerrando julho com variação positiva de 2,8%, e foi a principal contribuição de alta no CVCS no mês.

Em contrapartida, o Índice de Preços no Varejo (IPV) – outro subíndice do CVCS – desacelerou de forma significativa ao passar de uma alta de 1,24% para os -0,12% em julho. Cinco dos oito segmentos que compõem o IPV registraram variação negativa: transporte (-1,11%); vestuário (-1,4%); saúde e cuidados pessoais (-0,51%); despesas pessoais (-0,09%); e educação (-0,02%).

Embora tenha havido uma forte dispersão de quedas no IPV de julho, o grupo de alimentos e bebidas ainda exerceu pressão de alta, encerrando o mês com variação positiva de 0,76%. As pressões mais contundentes foram observadas em leite longa vida (11,46%), pera (10,72%), salmão (8,68%), açúcar refinado (7,81%), massa semipreparada (7,43%), linguiça (6%), uva (5,62%), leite em pó (4,93%), presunto (4,83%) e farinha de trigo (4,12%). Por outro lado, porém, muitos alimentos descreveram decréscimo em suas variações: batata-inglesa (-22,25%), tomate (-20,75%), cebola (-19,33%), repolho (-9,61%), mamão (-9,42%), cenoura (-8,92%), tangerina (-6,99%), brócolis (-6,93%) e cheiro-verde (-6,81%).

O IPV contribuiu para a leve desaceleração do CVCS, tendo em vista a alta de 0,82% em julho ante o incremento de 0,97% no mês anterior.

Classes sociais
A avaliação do CVCS revela que as classes que possuem menor poder aquisitivo foram as que mais sentiram o aumento dos preços no sétimo mês do ano: a classe D (rendimento médio mensal de R$ 976,59 a R$ 1.464,87) descreveu aumento de 1,43%, e a classe E (renda média mensal inferior a R$ 976,58) apontou alta de 1,31%. Já as classes que possuem maior poder aquisitivo sentiram muito menos a elevação notada em julho. Para a classe B (rendimento entre R$ 7.324,34 e R$ 12.207,23), verificou-se aumento de 0,51% no mês. A classe A (rendimento superior a R$ 12.207,23) encerrou julho com variação positiva de 0,54%.