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Imprensa

Em maio, mercado de trabalho do varejo na região de Taubaté encolhe 1,8% na comparação anual, o segundo pior desempenho do Estado

Segundo pesquisa da FecomercioSP, comércio varejista eliminou 556 postos de trabalho no mês, resultado de 3.312 admissões contra 3.868 desligamentos

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São Paulo, 02 de agosto de 2017 - Em maio, o comércio varejista na região de Taubaté fechou 556 postos de trabalho formais, resultado de 3.312 admissões contra 3.868 desligamentos. Em 12 meses, foram extintos 1.771 empregos com carteira assinada. Assim, o varejo da região encerrou o mês com um estoque total de 99.136 trabalhadores, queda de 1,8% em relação a maio de 2016 - o segundo pior desempenho do Estado de São Paulo entre as 16 regiões analisadas. 

As informações são da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), elaborada com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, obtido por meio da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Das nove atividades analisadas, apenas os setores de farmácias e perfumarias (0,5%) e de supermercados (0,3%) apontaram crescimento no número de trabalhadores formais em maio, na comparação com o mesmo mês de 2016. Por outro lado, as quedas mais expressivas foram observadas nos segmentos de concessionárias de veículos (-7,4%); lojas de móveis e decoração (-4,9%); e materiais de construção (-4,4%).

Desempenho estadual

O mercado de trabalho do comércio varejista do Estado de São Paulo voltou a oscilar em maio, após a criação de 1.570 postos de trabalho em abril. No quinto mês deste ano, o varejo paulista eliminou 905 empregos formais, resultado de 72.172 admissões e 73.077 desligamentos. Com isso, o varejo paulista encerrou o mês de maio com 2.053.179 trabalhadores formais, queda de 0,8% na comparação com o mesmo mês de 2016. Apesar do desempenho negativo, vale ressaltar que o fechamento de vagas foi muito mais ameno do que em maio no ano passado, quando o saldo ficou negativo em 3.730 empregos. No acumulado dos últimos 12 meses, foram extintos 15.862 empregos com carteira assinada.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, o desempenho do mercado de trabalho do comércio varejista no Estado de São Paulo em maio confirma as projeções feitas pela Entidade no fim de 2016, de que ao longo do primeiro semestre de 2017 o varejo registraria saldos negativos bem menores em relação a 2016 e, eventualmente, abriria novos vagas, como aconteceu em maio.

Entre as nove atividades pesquisadas, apenas farmácias e perfumarias (2,3%) e supermercados (1,4%) apresentaram crescimento no número total de empregos na comparação com o mesmo mês de 2016. Por outro lado, os piores desempenhos foram registrados nos segmentos de concessionárias de veículos (-4,1%), materiais de construção (-3,2%) e lojas de móveis e decoração (-2,7%).

Observando os dados por ocupações, as funções com os maiores saldos negativos foram as de gerentes de áreas de apoio (-578 vagas) e gerentes de produção e operações (-344 vagas).

Segundo a FecomercioSP, dado o bom desempenho das vendas do varejo paulista neste início de ano, a expectativa é de que o mercado de trabalho reaja ao longo do segundo semestre, ainda que de forma lenta e gradual. Entretanto, a Entidade ressalta que os desdobramentos da atual crise política podem afetar as decisões de investimento dos empresários, inclusive de aumento do quadro funcional.

Delegacia Regional Tributária Taubaté

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Nota metodológica

A Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP) analisa o nível de emprego do comércio varejista. O campo de atuação está estratificado em 16 regiões do Estado de São Paulo e nove atividades do varejo: autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamento; matérias de construção; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecido e calçados; supermercado e outras atividades. As informações são extraídas dos registros do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

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