Economia

28/01/2019

Empresário deve manter rigor na administração apesar de alta na confiança do consumidor

Retomada do ciclo de consumo depende principalmente da velocidade de recuperação do mercado de trabalho e da queda dos juros

Empresário deve manter rigor na administração apesar de alta na confiança do consumidor

Os dois quesitos que integram o indicador apresentaram crescimento no mês 
(Arte: TUTU)

Os empresários devem manter atenção na variação do dólar para não encarecer as operações que dependem da moeda americana e evitar altos estoques e endividamento. Esse rigor é necessário enquanto a retomada do ciclo de consumo não ocorre de forma mais evidente – mudança que depende principalmente da velocidade de recuperação do mercado de trabalho e da queda dos juros ao consumidor.

A despeito desse quadro, a inflação baixa tem refletido na melhora do humor do cliente, e o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do município de São Paulo registrou a sexta alta consecutiva em janeiro, ao avançar 0,7%. No mês, o indicador atingiu 128,6 pontos, numa escala que varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total). Na comparação com janeiro do ano passado, a alta foi de 10%.

Veja também:
Otimismo do consumidor beneficia empresário que fez boas vendas no Natal
Parcela de famílias paulistanas endividadas em dezembro cai ao menor índice desde 2017
Varejistas devem manter otimismo moderado para as vendas em 2019

Os dois quesitos que integram o ICC voltaram a subir. O Índice de Condições Econômicas Atuais (ICEA) cresceu 0,4% e marcou 96,3 pontos. Em relação ao mesmo mês do passado, o indicador registrou alta de 7%. O Índice de Expectativa ao Consumidor (IEC) avançou 0,8% e alcançou 150,2 pontos. No comparativo interanual, a alta foi de 11,3%.

Segundo o ICEA, enquanto os consumidores com renda até dez salários mínimos registraram alta de 2% – ao passar para 91,3 pontos janeiro –, os consumidores acima desse patamar de renda descreveram queda de 2,4%, atingindo 106,1 pontos. O grupo masculino apontou alta de 7,3%, ao passar para 106,8 pontos, enquanto que o grupo feminino sofreu queda de 7% e chegou a 85,8 pontos.

No resultado apurado pelo IEC, o destaque ficou por conta dos grupos de consumidores de até 35 anos e aqueles com renda superior a dez salários mínimos. O primeiro grupo registrou alta de 1,6% (148,7 pontos) e o segundo grupo teve queda de 1,1% (159,7 pontos).