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Imprensa

Estoque de empregados no varejo da região de Osasco recua 4,1% em 2016, o pior desempenho do Estado

Segundo a FecomercioSP, 5.875 empregos formais foram eliminados no ano passado no comércio varejista da região

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São Paulo, 22 de fevereiro de 2017 – Em dezembro, o comércio varejista na região de Osasco fechou 1.275 postos de trabalho, resultado de 4.375 admissões contra 5.650 desligamentos. No acumulado de 2016, foram eliminados 5.875 empregos com carteira assinada. Assim, o varejo encerrou dezembro com 136.534 trabalhadores formais, recuo de 4,1% em relação ao mesmo mês de 2015 e que representa o pior desempenho do Estado de São Paulo.

As informações são da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), elaborada com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, obtido com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Das nove atividades analisadas, apenas os segmentos de farmácias e perfumarias (2,4%) e supermercados (1,9%) apresentaram alta no estoque de empregos formais em dezembro no comparativo com o mesmo mês de 2015. Em contrapartida, os maiores recuos foram registrados nos setores de outras atividades (-13,5%), de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-8,3%%) e de lojas de móveis e decoração (-7,8%).

tabela_pesp_dez_2016_osascoDesempenho estadual
O comércio varejista do Estado de São Paulo eliminou 5.133 empregos com carteira assinada em dezembro, resultado de 66.721 admissões e 71.854 desligamentos, revertendo o cenário observado no mês anterior, quando 15.772 vagas foram abertas. Com isso, o varejo encerrou 2016 com um estoque total de 2.082.883 trabalhadores, queda de 2,2% na comparação com o mesmo período de 2015. Apesar do desempenho negativo, ele foi mais ameno do que o registrado em dezembro do ano anterior, quando 12.181 postos de trabalho foram fechados. No acumulado do ano, foram extintos 47.146 empregos com carteira assinadas.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, mais de 107 mil empregos formais com carteira assinada foram extintos no comércio varejista do Estado de São Paulo nos dois últimos anos, o que demonstra o impacto da atual crise econômica no mercado de trabalho do maior varejo brasileiro. O ano de 2016 pode ser caracterizado, segundo a Entidade, como um ato contínuo de enxugamento do quadro de trabalhadores dos estabelecimentos, ante a uma redução de suas vendas, que já vem desde 2014.

O saldo negativo inferior já era esperado pela Federação, na medida em que há uma menor capacidade empresarial de reduzir ainda mais o número já diminuto de funcionários. Tal realidade acabou sendo complementada por um segundo semestre de geração de postos de trabalho, onde se observou mais otimismo dos contratantes diante das festas de fim do ano.

Entre as nove atividades pesquisadas, apenas duas apresentaram crescimento no número total de empregos na comparação com o mesmo mês de 2015: farmácias e perfumarias (2,3%) e supermercados (0,6%). Por outro lado, os piores desempenhos foram registrados nos segmentos de concessionárias de veículos (-6%), lojas de móveis e decoração (-5,1%) e lojas de vestuário, tecidos e calçados (-5%).

Com relação aos dados por ocupações, as funções com pior saldo em dezembro foram de escriturários de controle de materiais e de apoio à produção (-1.460 vagas) e escriturários em geral, agentes, assistentes e auxiliares administrativos (-889 vagas).

Segundo a FecomercioSP, para 2017, o cenário deve ser ainda muito difícil, pois o varejo não será capaz de recuperar as perdas de 2016, muito menos dos dois últimos anos. Para a Entidade, parece ser um ano no qual a redução de empregos formais do primeiro semestre deverá ser compensada pela geração nos últimos seis meses. Porém, este movimento só será possível se houver continuidade de queda da inflação, estancamento da evolução do endividamento e da inadimplência, além da continuidade de quedas nas taxas de juros. Tais expectativas são condicionantes diretas do poder de compra das famílias, do seu consumo e, por conseguinte, das receitas de vendas do próprio comércio varejista, de acordo com a Federação.

Nota metodológica
A Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP) analisa o nível de emprego do comércio varejista. O campo de atuação está estratificado em 16 regiões do Estado de São Paulo e nove atividades do varejo: autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamento; matérias de construção; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecido e calçados; supermercado e outras atividades. As informações são extraídas dos registros do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

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