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Economia

Faturamento dos serviços paulistanos registra alta de 3,2% no primeiro semestre do ano

Segundo pesquisa da FecomercioSP, receitas do setor cresceram 7,1% em junho, na comparação com o mesmo mês de 2016, a sexta alta interanual consecutiva

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Faturamento dos serviços paulistanos registra alta de 3,2% no primeiro semestre do ano

Das 13 atividades pesquisadas, serviços de saúde obtiveram o melhor desempenho com alta de 19,8% (Arte: TUTU)

Pelo sexto mês consecutivo, o faturamento real do setor de serviços na cidade de São Paulo registrou alta no comparativo interanual. Em junho, as receitas cresceram 7,1% em relação ao mesmo mês de 2016 e atingiram R$ 23,4 bilhões, aproximadamente R$ 1,5 bilhão acima do valor apurado em junho do ano passado. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, o faturamento real cresceu 3,2%, diferenciando-se muito do cenário apresentado no mesmo período de 2016, quando as receitas estavam negativas em 3,7%. Na somatória dos últimos 12 meses, as receitas se mantiveram estáveis, dando continuidade à desaceleração do ritmo de perdas do setor, que estavam negativas desde setembro de 2015 na mesma base comparativa.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS), que traz o primeiro indicador mensal de serviços em âmbito municipal, elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados de arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) do município de São Paulo, fornecidos pela Secretaria Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico. O município de São Paulo tem grande relevância nos resultados estaduais e nacionais do setor de serviços, representando aproximadamente 20% da receita total gerada no País.

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Das 13 atividades pesquisadas, oito apontaram crescimento no faturamento real em junho, no comparativo com o mesmo mês do ano passado, e garantiram o bom desempenho do setor, com destaque para os serviços de saúde (19,8%); agenciamento, corretagem e intermediação (18,9%); serviços bancários, financeiros e securitários (17,5%); construção civil (15,1%); e Simples Nacional (10,8%), que, juntos, colaboraram positivamente com 8 pontos porcentuais (p.p) para o resultado geral.

Já os piores resultados foram vistos nas atividades de turismo, hospedagem, eventos e assemelhados (-26,6%); representação (-17,9%); e técnico-científico (-17,9%), que, em conjunto, impactaram negativamente com 1,9 ponto porcentual para o resultado geral do setor de serviços na cidade de São Paulo, em junho.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, o bom desempenho no mês foi motivado pela combinação positiva de elementos determinantes do consumo, como a queda da inflação e o ciclo de cortes na taxa básica de juros (Selic), que melhoraram os indicadores de confiança dos consumidores, gerando um ambiente favorável ao crescimento das receitas do setor de serviços no município.

Entretanto, a Entidade pondera que para manter um ciclo sustentado de recuperação é preciso uma reativação ampla e contínua das demais atividades, o aumento do emprego e a recomposição da renda da população. 

Considerando o caráter heterogêneo das atividades que englobam o setor de serviços, a melhora nas receitas, na visão da Federação, acaba sendo um bom termômetro da atividade econômica geral, mas apesar das expectativas de recuperação do setor serem melhores, ainda é preciso ter cautela em decorrência das incertezas no ambiente político nacional.

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