Economia

28/12/2015

FecomercioSP estima perda de R$ 8,7 bilhões nas vendas de Natal

Estimativa foi realizada a partir de dados da Boa Vista SCPC, que mostraram uma queda de 2,8% nas vendas em relação a 2014

FecomercioSP estima perda de R$ 8,7 bilhões nas vendas de Natal

Dados da Boa Vista SCPC mostraram que, em 2015, as vendas do comércio brasileiro no Natal recuaram 2,8% quando comparadas a 2014. O cálculo do volume de vendas para o Natal é baseado em uma amostra das consultas realizadas no banco de dados da Boa Vista SCPC, com abrangência nacional. Foram consideradas as consultas realizadas no período de 18 a 24 de dezembro de 2015, comparadas às consultas realizadas no mesmo período de dezembro de 2014.

As projeções da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) indicam que em dezembro o varejo ampliado - que inclui os setores de veículos e materiais de construção - deve ter um resultado 12% inferior ao do mesmo mês do ano passado. Esse dado, aliado ao fato de que as consultas foram 2,8% menores, evidencia um recuo de aproximadamente 15% nas vendas específicas para o Natal.

O resultado apenas confirma o cenário já antecipado pelas Entidades. Em termos de receita, o recuo representa uma perda de R$ 8,7 bilhões em relação a 2014, de acordo com levantamento da FecomercioSP. 

A inflação elevada, os juros altos e a piora no mercado de trabalho derrubaram a confiança do consumidor para o menor nível em 12 anos. A menor confiança vem se traduzindo em um comportamento mais cauteloso por parte do consumidor, que compra menos e evita novas dívidas. 

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, o movimento das vendas no Natal segue a tendência de desaceleração do varejo como um todo e antecipa um ano de 2016 complicado para o comércio. 

A Federação alerta que os varejistas de todo o país enfrentarão dificuldades para ajustar os estoques e se recuperar, dado que apesar da elevação tradicional das vendas os custos também se elevaram bastante, via inflação ao longo do ano (luz, combustíveis, fretes...) e via exigibilidade do 13º salário. A administração do caixa será complicada já no início do ano, e janeiro, ao que tudo indica, será um mês muito ruim para a economia brasileira. E o Natal, dessa vez, foi de fato das lembrancinhas.