Negócios

21/03/2018

Fórum Panrotas discute turismo impulsionado pela tecnologia na FecomercioSP

Evento reúne especialistas do setor para debater adaptação do setor ao consumidor moderno

Fórum Panrotas discute turismo impulsionado pela tecnologia na FecomercioSP

O encontro representa uma oportunidade de contato entre executivos do setor: na edição de 2017, 72% dos presentes ocupavam cargos de decisão em empresas do turismo
(Arte/TUTU)

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) recebeu nesta semana o Fórum PANROTAS, um dos mais importantes eventos da indústria de turismo do Brasil.

O evento contou com a participação de líderes do setor, incluindo empresários, articuladores, pesquisadores e autônomos, para discutir como os negócios estão sendo reinventados pela tecnologia, bem como o impacto que consumidores mais conectados têm para a indústria.

O encontro também representa uma oportunidade de contato entre executivos do setor: na edição de 2017, 72% dos presentes ocupavam cargos de decisão – como gerentes, diretores, VPs ou presidentes – em empresas do turismo.

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Visto

O presidente da PANROTAS, Guillermo Alcorta, aproveitou o evento para celebrar a atuação de lideranças políticas que trabalham pelo desenvolvimento do turismo no País. O deputado federal Otávio Leite (PSDB) foi homenageado por Alcorta e pelapresidente da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo, Magda Nassar, em virtude de seus esforços em prol do visto eletrônico disponibilizado para australianos, estadunidenses, japoneses e canadenses entrarem no Brasil.

“As autoridades aqui homenageadas representam muitas outras pessoas que trabalham pela articulação do turismo brasileiro nos últimos anos”, reiterou Alcorta.

Palestrantes

Durante o primeiro dia do Fórum, palestras e painéis de discussão abordaram tecnologias disruptivas, tendências de marketing, e análises sobre comportamento do consumidor.

“Segundo uma pesquisa da consultoria McKinsey, apenas um quarto das empresas do mundo são consideradas empresas ágeis. Precisamos estar atentos a isso, empoderar o cliente de tecnologia, para que ele tenha opção de fazer o que quiser quando consumir”, observou o presidente do grupo Flytour, Christiano Oliveira.

O CEO da Alatur JTB, Eduardo Kina, falou sobre profissionalização na indústria de viagens. Segundo ele, de acordo com sua experiência em processos de mudança societária, as decisões do dia a dia de uma empresa não precisam necessariamente passar pelos sócios. “Os sócios tomam decisões sobre a direção dos negócios da firma, mas considero profissionalizadas as empresas que podem abrir mão dessa participação em cada decisão da rotina”, explicou. “O processo de profissionalização bem-sucedido passa pela inversão da pirâmide: as partes mais baixas da empresa é que vão levá-la adiante.”

Tecnologia

Para abordar as mudanças trazidas pela evolução da tecnologia, o sócio da KPMG Brasil, Cláudio Soutto, trouxe dados sobre a rota da transformação digital das empresas. “Atualmente, o que faz uma firma se transformar é a captura de dados. Quanto mais informações uma companhia tiver, mais competitiva ela poderá ser”, explicou.

Segundo Soutto, as áreas com maiores investimentos esperados por parte das empresas para os próximos três anos são: data analytics, cognitive technologies e Internet of Things (IoT). Esses investimentos podem aumentar o número de trabalhadores dedicados à indústria do turismo, que atualmente é de um em cada 11 trabalhadores no mundo. “A empresa mais preparada não é aquela que vê, é aquela que antevê, que sabe se preparar e atrair o cliente”, concluiu.

“A oportunidade está em customizar cada vez mais os produtos, para que o agente de viagens possa vender aos clientes”, concordou o presidente do grupo Ancoradouro, Juarez Cintra Neto. Para o country manager da Al Mundo, Luciano Barretto, os canais mobile permitem que as empresas façam essa customização e entreguem uma experiência superior ao consumidor. “Além disso, há novas fintechs trazendo meios de pagamento disruptivos para transformar o mercado online”, disse.

Sobre o tema, o vice-presidente de gerenciamento de produtos da Brand Expedia Group, Scott Crawford, observou que, além do maior poder de compra dos brasileiros, a indústria precisa se atentar à importância de trazer as pessoas do mundo todo para o Brasil. “Esta é uma indústria gigante em que há espaço para uma diversidade de atores, com perfis variados”, concluiu.