Economia

28/11/2017

Investidor preocupado com eleições de 2018 pode assumir postura conservadora

Renda fixa aparece como opção em momento que antecede definições do cenário eleitoral

Investidor preocupado com eleições de 2018 pode assumir postura conservadora

Investidor deve ficar atento ao cenário político para definir como aplicar seus recursos
(Arte/Tutu)

Sabendo que a política influencia os rumos da economia do País, o investidor brasileiro deve estar atento às eleições de 2018. No Brasil, cada vez que se aproxima uma eleição, antigos fantasmas aparecem, o que incentiva mudanças na estratégia de condução das aplicações financeiras.

Em período pré-eleitoral, com maior ou menor intensidade voltam a circular temas como congelamento de aplicações, calote da dívida pública – que pode assustar investidores do Tesouro Direto –, mudanças nas regras da poupança, etc.

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Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), esses boatos e algumas opiniões mais radicais sobre política econômica não têm praticamente nenhuma chance de vingar. Entretanto, tumultuam o ambiente e deixam muitos aplicadores preocupados.

No eventual caso de uma dessas ações radicais ser adotada – embora a probabilidade seja baixíssima –, não há como escapar por nenhuma via no Brasil. Quem acredita em calote da dívida pública ou alguma atitude radical não tem alternativa a não ser investir no exterior.

Para a maioria dos investidores, o momento eleitoral incomoda, mas deve ser tratado com prudência e responsabilidade. A sugestão é tornar as carteiras um pouco mais conservadoras, principalmente antes da definição dos candidatos e de suas chances reais de vitória nas eleições.

Neste momento que antecede as principais definições do cenário eleitoral, a estratégia mais usada é recorrer à renda fixa, com aplicações atreladas ao câmbio ou à inflação.

Mais para frente, após a confirmação dos candidatos e das coligações, que deve acontecer no fim do primeiro semestre de 2018, o investidor pode optar por outras estratégias conforme a sinalização das pesquisas. Por exemplo, caso um candidato bem visto pelo mercado desponte, aplicar em ações e em ativos reais (imóveis, sociedade em empresas) são boas opções. Em caso oposto, o melhor movimento é seguir de maneira mais conservadora, com títulos de renda fixa pré-fixados.

De qualquer maneira, quem quiser apostar em um desses cenários imediatamente pode ter ainda mais benefícios. No entanto, a dificuldade em refletir sobre as possibilidades atualmente torna essa estratégia mais um jogo do que uma análise.

Vale destacar que o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, após atingir um patamar de 75 mil pontos, como antecipado pela FecomercioSP, convive com incertezas em função do cenário eleitoral e da discussão em torno da Reforma da Previdência. Caso a matéria prospere, o índice pode se valorizar ainda mais. Portanto, é mais um assunto para o investidor acompanhar de perto e tentar antecipar suas decisões.