Economia

10/07/2017

Pelo quinto mês consecutivo, faturamento do setor de serviços paulistano cresce na comparação com 2016

Segundo pesquisa da Entidade, faturamento do setor alcançou R$ 22,1 bilhões em maio, cerca de R$ 376 milhões superior ao registrado no mesmo mês do ano passado

Pelo quinto mês consecutivo, faturamento do setor de serviços paulistano cresce na comparação com 2016

O município de São Paulo tem grande relevância nos resultados estaduais e nacionais do setor de serviços, representando em torno de 20% da receita total gerada no País
(Arte/TUTU)

Ainda é cedo para afirmar que a economia nacional voltou à normalidade, mas fato é que o setor de serviços da cidade de São Paulo vem demonstrando recuperação nos primeiros meses deste ano. Pelo quinto mês consecutivo, o faturamento real do setor registrou alta no comparativo anual. Em maio, as receitas do setor cresceram 1,7% em relação ao mesmo mês de 2016, atingindo R$ 22,1 bilhões, aproximadamente R$ 376 milhões acima do valor apurado em maio do ano passado. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2017, o faturamento real cresceu 2,5%, e apesar do resultado acumulado nos últimos 12 meses ainda ser negativo (-0,8%), observou-se uma forte desaceleração no ritmo de queda, já que em dezembro de 2016, essa taxa estava em -3,4%.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS), que traz o primeiro indicador mensal de serviços em âmbito municipal, elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados de arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) do município de São Paulo, fornecidos pela Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz/SP). O município de São Paulo tem grande relevância nos resultados estaduais e nacionais do setor de serviços, representando em torno de 20% da receita total gerada no País.

Das 13 atividades pesquisadas, seis apontaram crescimento no faturamento real, em maio, no comparativo com o mesmo mês do ano passado, e garantiram o bom desempenho do setor, com destaque para saúde (19,8%) e agenciamento, corretagem e intermediação (15%) que, juntas, colaboraram positivamente com 3,1 pontos porcentuais (p.p) para o resultado geral.

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Já os piores resultados foram vistos nas atividades de serviços técnico- científicos (-17,5%); turismo, hospedagem, eventos e assemelhados (-12,8%); e conservação, limpeza e reparação de bens móveis (-12,3%). Essas atividades, em conjunto, impactaram negativamente com 1,2 ponto porcentual para o resultado geral do setor de serviços na cidade de São Paulo, em maio.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, os dados apurados continuam a sinalizar uma melhoria no desempenho das receitas do setor de serviços na cidade de São Paulo. No entanto, a Entidade pondera que é preciso ter cautela nas expectativas, uma vez que, para se ter um ciclo sustentado de recuperação, é preciso uma reativação ampla e contínua das demais atividades, do aumento do emprego e da recomposição da renda da população.

Além disso, a crise política segue sendo um obstáculo nesse percurso de retomada, gerando um ambiente de incertezas que influencia de forma negativa a confiança do consumidor. O impacto desse cenário sobre a atual trajetória de recuperação do setor de serviços, segundo a Federação, dependerá do desenrolar dos fatos e da estabilização do quadro político.

Para a FecomercioSP, as condições necessárias para o crescimento econômico ainda não foram efetivadas, ou seja, dependem basicamente da estabilidade do quadro político, do controle e do ajuste das contas públicas e das reformas trabalhista, previdenciária e tributária. É preciso, na visão da Entidade, ter um ambiente interno estável que permita a atração de investimentos externos e internos e que recupere a confiança dos agentes econômicos.