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24/01/2019

Tour sob medida: roteiros segmentados fazem a diferença no turismo

Procura por viagens que incluam produtos e serviços adequados às necessidades de grupos específicos aumenta no País

Tour sob medida: roteiros segmentados fazem a diferença no turismo

Viagens LGBT, religiosas e de contato com a natureza estão em alta no País
(Arte: TUTU)

O mercado de segmentação no turismo tem crescido cada vez mais. De acordo com a presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), Magda Nassar, trata-se de um público exigente, que procura algo específico e que, por isso, o preparo do agente precisa ser dobrado para que o cliente tenha tudo sob medida.

Atualmente, há os nichos LGBT, de aventura, social, religioso, cultural, para a terceira idade, médico, adaptado para pessoas com mobilidade reduzida, entre outros. Além disso, existem intersecções entre os segmentos, pois o mesmo turista pode pertencer a diversos grupos, e a maioria das operadoras costuma trabalhar com vários ao mesmo tempo. Assim, não há porcentuais nem cifras sobre a representação de cada um na conta global. No entanto, há a percepção no setor de que as viagens LGBT, religiosas e de contato com a natureza estão mais em alta.

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O coordenador brasileiro da International Gay & Lesbian Travel Association (IGLTA), Clóvis Casemiro, considera que, no Brasil, a capital paulista é a cidade mais bem preparada para receber o público LGBT. A cidade possui o maior evento mundial do gênero, a Parada do Orgulho LGBT, que chegou à 22ª edição no último ano.

Os turistas da terceira idade geralmente procuram viagens divertidas e que não exijam muito esforço físico, mas que dependam de políticas públicas – por não terem dinheiro para viajar, em razão das parcas aposentadorias, segundo a análise do professor de Lazer e Turismo na Universidade de São Paulo (USP), Marcelo Vilela. “Não há programas governamentais nesse sentido. Felizmente, o Sesc supre parte da lacuna com seu turismo social”, comenta.

Outra intersecção importante é entre o turismo da terceira idade e o religioso, visto que os mais velhos são a maioria entre os turistas religiosos. No Brasil, 64,6% da população (123 milhões de pessoas) declaram professar a religião católica, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O protestantismo vem em segundo, com 42,3 milhões de cristãos evangélicos. O turismo religioso ainda inclui visitações a templos budistas, sinagogas, mesquitas, locais de culto das religiões de origem africana, entre outras, que recebem seus fiéis e também milhares de turistas laicos, interessados nos valores histórico e arquitetônico das construções.

Já o contato com a natureza é o denominador comum aos diversos segmentos. “Precisamos de investimentos em infraestrutura e segurança para que o turista viva de fato a melhor experiência possível, conte aos amigos e, dessa maneira, seja criado um círculo virtuoso”, indica Magda Nassar.

A matéria completa está disponível na edição 60 da revista C&S, a partir da página 15.