Economia

28/01/2016

Varejo paulista abre vagas em novembro, mas tem pior resultado desde 2007

Crise econômica afeta o consumo das famílias e o faturamento do comércio que, de janeiro a novembro, já fechou mais de 55 mil vagas de emprego

Varejo paulista abre vagas em novembro, mas tem pior resultado desde 2007

Novembro é o mês que concentra a geração de empregos temporários para o Natal 
(Arte/TUTU)

Em novembro, o comércio varejista do Estado de São Paulo abriu novas vagas de emprego formal. Contudo, apesar do dado positivo visto no mês que concentra a geração de empregos temporários para o Natal, esse foi o pior desempenho para o período desde 2007. Além disso, no acumulado dos últimos 12 meses, o varejo fechou postos de trabalho, apresentando queda no estoque de trabalhadores em relação a novembro de 2014. É a primeira vez desde 2008 que esse saldo fica negativo neste mês.

Os dados são da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, calculado com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Das nove atividades analisadas, sete registraram redução do estoque de empregados em novembro, se comparado com o mesmo período de 2014. Por outro lado, apenas dois segmentos registraram aumento da ocupação formal.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, diante de uma persistente crise econômica que afeta diretamente o consumo das famílias e, consequentemente, o faturamento do comércio, o setor varejista perdeu gradativamente ao longo dos últimos anos a sua capacidade de investir e gerar vagas de emprego no período que antecede o Natal.

A Entidade projeta cenários cada vez mais pessimistas para os próximos meses (principalmente entre dezembro e março), já que parte do orçamento familiar será destinada ao pagamento de despesas de início de ano (IPVA, IPTU etc.), diminuindo a parcela disponível para consumo e saldos ainda mais negativos nas movimentações do mercado de trabalho do varejo paulista. O infográfico abaixo mostra os números que se destacaram no mês:

6773_info

Veja também o resultado do mercado de trabalho no setor em 15 regiões do Estado:

ABCD

Araçatuba

Araraquara

Bauru

Campinas

Guarulhos

Jundiaí

Litoral

Marília

Osasco

Presidente Prudente

Ribeirão Preto

São José do Rio Preto

Sorocaba

Taubaté