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01/08/2018

Vendas do comércio eletrônico no primeiro semestre devem apresentar menor desempenho na comparação com 2017

Segundo o Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP, a paralisação dos caminhoneiros impactou o setor, aliada à baixa confiança do consumidor, alta da inflação e queda da expectativa do crescimento econômico

Vendas do comércio eletrônico no primeiro semestre devem apresentar menor desempenho na comparação com 2017

Projeções da Ebit para crescimento do setor variavam de 12% a 15% para os primeiros seis meses do ano, e, agora, não passam dos 12%
(Arte: TUTU)

O ritmo de vendas no comércio eletrônico brasileiro ainda não voltou à normalidade após a paralisação dos caminhoneiros. Segundo o Conselho de Comércio Eletrônico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a alta na comercialização de produtos pela internet ainda não chegou aos mesmos patamares apresentados antes da paralisação.

"A paralisação dos caminhoneiros no fim de maio impactou negativamente o e-commerce e também abalou a confiança do consumidor. Além disso, outros fatores como a alta da inflação e a queda na expectativa de crescimento da economia do País influenciaram a continuidade do crescimento do comércio eletrônico nacional", analisa o presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP e diretor de relações institucionais da Ebit (empresa especializada em informações do varejo online), Pedro Guasti.

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De acordo com Guasti, as projeções da Ebit para crescimento do setor variavam de 12% a 15% para os primeiros seis meses do ano, e, agora, não passam dos 12%. Além da ampliação do prazo de entrega e do atraso, a paralisação desestimulou o consumidor a comprar, diante da incerteza quanto à data de recebimento da mercadoria adquirida, e afetou diretamente as vendas de aparelhos de TV para a Copa, que sempre aumentam às vésperas do evento.

Para o segundo semestre, a expectativa de que será um período de incertezas está mantida. A impossibilidade de imaginar quais correntes políticas vão liderar a disputa tende a deixar o consumidor menos propenso a comprar. "As eleições vão ditar um novo ânimo no mercado, tanto entre empresários quanto entre os consumidores. O mercado vai reagir de maneira otimista ou pessimista, dependendo dos candidatos que tomarem a dianteira nessa corrida eleitoral", explica Guasti.