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Imprensa

Vendas do varejo na região de Guarulhos têm alta de 12,5% em abril, o segundo melhor desempenho do Estado

Segundo a FecomercioSP, faturamento real do setor foi de R$ 3,1 bilhões, o maior montante para o mês desde o início da série histórica, em 2008

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São Paulo, 26 de julho de 2018 – Em abril, as vendas do comércio varejista da região de Guarulhos registraram faturamento real de R$ 3,1 bilhões, a maior cifra para o mês desde o início da série histórica, em 2008. Na comparação anual, o setor apontou crescimento de 12,5%, o segundo melhor desempenho dentre as 16 regiões analisadas. Nos quatro primeiros meses do ano, a variação também foi positiva, de 10,2%, e, no acumulado de doze meses, de 7,8%.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).

Das nove atividades pesquisadas, apenas a de supermercados (-1,1%) teve queda nas vendas, se comparado a abril de 2017, impactando em -0,5 ponto porcentual (p.p.) o resultado geral.

Por outro lado, entre os segmentos que apresentaram crescimento nas vendas, destacam-se: lojas de vestuário, tecidos e calçados (70,3%); outras atividades (13,7%); e farmácias e perfumarias (18,8%). Somados, contribuíram positivamente para o resultado com 10,5 pontos porcentuais.

Desempenho estadual
As vendas do comércio varejista no Estado de São Paulo atingiram R$ 52,9 bilhões em abril, alta real de 7,3% em relação ao mesmo período do ano passado. É a maior cifra registrada para um mês de abril desde 2008 e R$ 3,5 bilhões acima do apurado em abril de 2017. Com esse resultado, o faturamento real do setor acumulou altas de 6,8% no ano e de 5,5% nos últimos 12 meses.

Como vem ocorrendo desde julho de 2017, as vendas do varejo cresceram em todas as 16 regiões do Estado, evidenciando o bom momento do comércio nesse início de ano. Em abril, os destaques ficaram por conta das regiões de Campinas e Guarulhos, cujo faturamento real avançou 12,9% e 12,5%, respectivamente.

Entre as nove atividades pesquisadas, apenas os supermercados apresentaram queda nas vendas em relação a abril de 2017 (-4,2%), resultando em uma pressão negativa de 1,6 ponto porcentual (p.p.) no resultado geral. Por outro lado, os setores outras atividades (15,7%) e concessionárias de veículos (20,8%) foram determinantes para o desempenho geral, contribuindo com 5,3 pontos porcentuais

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, o bom momento do varejo até abril é explicado pela continuidade da tendência positiva do tripé de variáveis determinantes do consumo – inflação, emprego e crédito –, que contribuiu para manter em patamares razoáveis os níveis de confiança das famílias e das empresas. Entretanto, essa melhoria merece ser observada com maior atenção a partir de maio, quando os impactos da paralisação dos caminhoneiros refletiram de maneira sensível na percepção dos consumidores em função das altas já detectadas nos preços de vários itens essenciais.

Expectativa
Apesar dos bons resultados mostrados até o quarto mês do ano, as frequentes turbulências políticas em ano eleitoral, cercadas por muitas incertezas e gerando volatilidade diária nos mercados, podem já, a partir de maio, mostrar impactos sobre o cenário econômico conjuntural, estima a Entidade. Por isso, a avaliação dos resultados de vendas de maio será para se começar a definir, com mais precisão, as tendências para o varejo até o fim do ano.

Delegacia Regional Tributária Guarulhos
Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mairiporã, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel, Suzano. 

Nota metodológica
A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) utiliza dados da receita mensal informados pelas empresas varejistas ao governo paulista por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

As informações, segmentadas em 16 Delegacias Regionais Tributárias da Secretaria, englobam todos os municípios paulistas e nove setores (autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; materiais de construção; supermercados; e outras atividades).

Os dados brutos são tratados tecnicamente de forma a apurar o valor real das vendas em cada atividade e o seu volume total em cada região. Após a consolidação dessas informações, são obtidos os resultados de desempenho de todo o Estado.

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