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Conselho de Comércio Eletrônico

09/03/2020

FecomercioSP apresenta proposta de "Logística sem papel" ao Confaz

Excesso de papel impacta toda a cadeia do e-commerce de forma negativa, inclusive, nas estratégias de vendas

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FecomercioSP apresenta proposta de "Logística sem papel" ao Confaz

Na mesma data, empresas do Grupo de Trabalho Logística da FecomercioSP debateram os principais pontos a serem trabalhados pelo setor
(Foto: TUTU)

Otimizar os processos logísticos do comércio eletrônico traria inúmeros benefícios ao setor, como redução de custos, diminuição da burocracia, aumento da produtividade e melhoria da eficiência na entrega dos produtos. Dentro desse campo, a proposta "Logística Sem Papel" possibilitaria a eliminação de 16 documentos fiscais atualmente impressos em cada operação de compra e venda no e-commerce.

Esse excesso de papel em uma era marcada pela economia  digital e processos eletrônicos impacta toda cadeia e pouco beneficia o consumidor, que poderia obter os dados do produto de outras formas. Do outro lado, varejistas e transportadores gastam aproximadamente 83 dias por ano para a viabilização operacional desse processo, segundo dados do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP.

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A tecnologia já permite a substituição da emissão e da impressão física de documentos fiscais pela disponibilização em meios eletrônicos. Além de todos os benefícios que as empresas teriam em termos de redução de custos e otimização de processos, a eliminação da impressão de informações fiscais, hoje anexadas a cada pacote, auxiliará na proteção individual dos dados dos compradores constantes na nota fiscal.

A proposta, elaborada pela FecomercioSP, despertou o interesse Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e de seu Grupo de Trabalho Nacional do CT-e/MDF-e, que a convidou junto com empresas do Conselho de Comercio Eletrônico para reunião onde pudessem detalhar as informações que constam no documento encaminhado em maio de 2019.

Representantes das empresas Loggi e Mercado Livre, membros do Conselho de Comércio Eletrônico, estiveram presentes no encontro.

A FecomercioSP e as empresas mostraram ao grupo de trabalho do Confaz nesta quarta-feira (4), em Belo Horizonte (MG), a proposta composta por quatro itens: uso de etiqueta com QR Code (ou código de barras), em substituição ao DANFE impresso (documento acessório da Nota Fiscal Eletrônica); concentração no Manifesto de Documento Fiscal Eletrônico (MDF-e) de todos os documentos fiscais emitidos no processo de logística, com assinatura do emitente efetuada de forma eletrônica (POD Digital) e a eliminação de todos os documentos acessórios, além da extensão do Ajuste Sinief n.º 10/89 aos transportadores rodoviários de carga; e alteração do Ajuste Sinief n.º 14/2019, a respeito do Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe) Simplificado.

Reunião em São Paulo
Na mesma data, empresas do Grupo de Trabalho Logística da FecomercioSP se reuniram para debater os principais pontos a serem trabalhados pelo setor neste momento e nos próximos meses. Além da logística sem papel, foram abordadas questões como a implementação de pontos físicos de retirada para o varejo online e a nova política comercial dos correios para as empresas desse segmento.

cce_maro_de_2020Rodrigo Calderaro compareceu à reunião na FecomercioSP representando o Mercado Livre
(Foto: TUTU)

Estiveram presentes também empresas de logística e transportadoras como Jadlog e Transfolha. O GT deve dar sequência aos debates sobre gargalos que afetam este setor como por exemplo, a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

Histórico
A busca por facilitar a rotina do e-commerce já teve resultados positivos no ano passado, quando a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) passou a permitir a dispensa da impressão do Danfe em operações realizadas pelos estabelecimentos no Estado de São Paulo. A redução no consumo de papel pelos contribuintes paulistas é possível porque o consumidor final pode optar por receber o documento em formato eletrônico.

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