Negócios

09/05/2017

Documentários e gamificação são tendência para cursos on-line de todos os segmentos

Empresas de educação a distância buscam novos formatos de aulas para otimizar a experiência do aluno

Documentários e gamificação são tendência para cursos on-line de todos os segmentos

(Arte: Tutu)

Por Alessandra Jarussi

O cuidado com o formato das aulas é um dos diferenciais que podem determinar o sucesso de uma empresa de educação a distância. A Saibalá, que oferece cursos on-line de economia criativa em forma de documentários e filmes, reúne mais de 25 mil alunos e tem uma taxa de evasão de apenas 13%. Uma das principais razões é que as aulas misturam entrevistas inovadoras, narrativas com linguagem de cinema, computação gráfica, imagem e som de alta qualidade, contato com situações reais de trabalho, entre outros recursos, para que o aluno se sinta parte do processo e não um mero espectador. “Este é o ponto mais importante para nós. A Saibalá nasceu por isso. Videoaulas são, na sua grande maioria, muito entediantes. Assim, procuramos desenvolver um formato de aulas que engaje e divirta o usuário, além de ensinar, é claro. Trazemos todos os benefícios do audiovisual em prol da melhoria da didática e do engajamento dos alunos”, explica Tomás Konigsberger, CEO da empresa.

Cynthia Akao, sócia-fundadora do Facíleme Cursos, plataforma de e-learning no Facebook e na web, onde os professores montam suas escolas EAD para dar aulas, também aponta a importância do entretenimento nos cursos on-line. “O formato da aula pode despertar o interesse do aluno e facilitar o aprendizado. Quanto mais claro o professor for e quanto mais trouxer a teoria para a prática, mais o aluno se interessará pelo curso. Por isso, os professores sempre estão procurando novos formatos, como gamificação e realidade virtual, para atrair seus alunos”, destaca Cynthia Akao.

Marcelo Botelho, gestor da área de ensino a distância do grupo educacional Impacta, é categórico em relação à tendência dos cursos com gamificação. “As pessoas gostam de aprender quando o conteúdo é passado de forma lúdica. Acredito que a tendência é de que os cursos se tornem 100% gamificados ou híbridos – parte gamificado e parte em formato de documentário, por exemplo”, diz.

A duração das aulas também influencia no resultado. Na Saibalá, os cursos têm, em média, duas horas de duração, divididos em aulas de até 15 minutos. “Este é mais um aspecto do nosso formato: cursos curtos e modulares”, afirma o CEO da empresa.

A mesma preocupação tem o Espaço do Empreendedor (EdE). “As aulas on-line estão organizadas em módulos de três horas. Esses módulos contêm videoaulas com conteúdo e depoimentos de empreendedores, exercícios, questionários e sempre terminam com um plano de ação bastante prático para o empreendedor utilizar imediatamente na sua empresa ou no planejamento de seu novo negócio. Recomendamos que a carga horária seja de dois módulos de três horas por semana para a melhor absorção dos conteúdos e por ser o tempo necessário para colocar em prática o aprendizado”, explica Paulo Castro, um dos fundadores do EdE.

Outro ponto importante é como se dá a troca de experiências em um curso on-line. No Senac EAD, “os cursos possuem atividades disponibilizadas em ambiente virtual de aprendizagem, utilizando recursos pedagógicos desenvolvidos em mídia on-line; professores especialistas tiram dúvidas dos alunos por meio de um fórum permanente e equipe de suporte ao aluno”, informa Soeli Martineli, coordenadora do setor de cursos livres do Senac EAD.

Independentemente da forma atual de seus cursos, o empresário de educação a distância deve estar sempre atualizado e investir em novos formatos. É o que adianta Tomás Konigsberger, CEO da Saibalá. “Estamos desenvolvendo uma nova plataforma, mobile first, para oferecer uma experiência de aprendizado ainda mais rica. Sabemos que o aprendizado é diferente para cada pessoa - alguns preferem ler, outros ouvir, outros assistir vídeos, etc. Acredito que nós dominamos o desenvolvimento de conteúdo didático em vídeos, mas sabemos que o aprendizado deve ser multimídia, permeado por podcasts, infográficos e textos, com os vídeos como base. Para o desenvolvimento da nova plataforma, estamos estudando muito e entendendo como é a jornada de aprendizado das pessoas. Vamos sugerir, por exemplo, que o aluno assista ao vídeo e depois veja um infográfico para ajudar a memorizar as informações da aula. Quando estiver voltando para casa, no trânsito, ele poderá escutar um podcast com mais conteúdos (como uma entrevista) e, à noite, antes de dormir, mais uma vez rever o infográfico para consolidar o aprendizado do dia”, avalia.

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