Negócios

21/09/2018

Empreendedores e especialistas lembram desafios e conquistas dos empresários brasileiros

Especialistas ouvidos pelo UM BRASIL falam sobre o perfil e o papel de quem empreende no País

Empreendedores e especialistas lembram desafios e conquistas dos empresários brasileiros

Dia do Empresário é comemorado neste 10 de outubro
(Arte: TUTU)

O empreendedor é um visionário ao identificar oportunidades de negócios que geram empregos e desenvolvimento econômico. No Dia do Empresário, comemorado nesta quarta-feira, 10 de outubro, há muitos desafios e conquistas a serem lembrados no caminho trilhado por quem se dedica a essa atividade no Brasil.

Apesar dos entraves econômicos e da instabilidade política do País, a presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, destaca que uma crise pode ser encarada como oportunidade de expansão para quem é empreendedor.

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“Vivemos crises política, econômica e ética, mas não são as primeiras que enfrento como empresária. Aproveitamos o período para abrir lojas em lugares que não conseguiríamos – e, por causa da crise, conseguimos. A crise nos exige muito mais trabalho e dedicação”, revela, em entrevista ao UM BRASIL.

Na visão do fundador da rede de ensino de idiomas Wizard, Carlos Wizard Martins, caso o empresário seja especializado em uma área, mas não tenha habilidades para vender seu produto ou serviço, é importante que ele tenha a seu lado profissionais competentes e experientes. “É preciso formar um time de campeões de modo que todas as áreas da empresa sejam muito bem atendidas”, diz.

Segundo Wizard, existem dois tipos de empreendedores: por oportunidade, que dispõem de certo capital e pesquisam o mercado; e os empreendedores por necessidade, que não conseguiram se realocar em uma empresa e partem para um projeto pessoal em busca de geração de renda.

O professor emérito do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Silvio Meira, também comenta as diferenças entre empreender por necessidade e por oportunidade. “No primeiro caso, o objetivo principal está em sobreviver, enquanto que o segundo tem um impacto social maior ao gerar vagas de trabalho para outras pessoas e resultar em pagamento de impostos”, afirma.

“O processo de empreendedores é o processo de criação de líderes, então, precisamos pensar em formar líderes. Temos de criar as oportunidades para habilitar as pessoas a fazer escolhas e tomar decisões sabendo quais riscos estão correndo. Sem isso, é impossível ter um empreendedorismo efetivo de bom impacto”, explica.

Em outro encontro do UM BRASIL, o empresário e professor da Fatec de São José dos Campos, no interior de São Paulo, Agliberto Chagas, afirma ser preciso criar ambientes de confiança e de cooperação para que o empreendedorismo aconteça. Ele dá como exemplo regiões no Brasil e no mundo que passaram por uma reestruturação econômica e que se reergueram justamente usando o empreendedorismo como alavanca, com base na criação de um ambiente de confiança mútua.

“A zona rural é o setor que mais cresce no Brasil, uma vez que no campo não houve descontinuidade tão grande de programas de incentivo. Já se faz planejamento de safra por geoprocessamento, tratamento de imagens de satélite. Acredito que, hoje, no Brasil, é o setor que mais está sendo vitalizado com essa inteligência de tecnologia inovadora.”

Em complemento, o coordenador do Centro de Empreendedorismo da Unisal, Leandro Costa, acredita na teoria de que, para um negócio funcionar, ele tem que ser desejável, viável e factível. “Onde houver um problema ou uma oportunidade, sempre existirá um empreendedor para enxergar aquilo e trazer uma melhoria. A multiplicidade de temáticas para empreender é ilimitada”, finaliza.