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Economia

18/07/2017

Nova regra do rotativo do cartão de crédito derruba os juros da modalidade

Consumidores que entram no rotativo, após um mês nessa modalidade, contam com taxas mais baixas para liquidar a dívida

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Nova regra do rotativo do cartão de crédito derruba os juros da modalidade

Nova regra permite que consumidor migre para linha de crédito mais barata
(Tutu) 

Vigora desde abril a nova regra de utilização do rotativo do cartão de crédito. Anteriormente, o consumidor que não pagasse a fatura até o vencimento entrava na modalidade com juros que se acumulavam mês a mês até a liquidação da conta. Agora, a nova regra permite que, após um mês no rotativo, o consumidor migre para uma linha de crédito mais barata, como o próprio crédito pessoal.

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Após alguns meses, a maior mudança notada foi a redução da taxa de juros do rotativo, que passou de 490% ao ano em março, antes de a medida entrar em vigor, para 363% ao ano em maio. Vale ressaltar que, apesar da forte redução dos juros, ainda está em patamar muito elevado em comparação com os 133% ao ano cobrados no crédito pessoal.

De acordo com dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela FecomercioSP, 73,2% dos consumidores tinham, em maio, como principal tipo de dívida os gastos no cartão de crédito.

Essa informação vai de acordo com as concessões de crédito para pessoa física no rotativo. Em termos reais (descontando a inflação), a variação do crédito contraído nessa modalidade foi nula no trimestre de abril a junho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado – pouco mais de R$ 31 bilhões.

Também a taxa de inadimplência de curto prazo, de 15 a 90 dias, permanece praticamente igual à de um ano atrás. Segundo informações do Banco Central, os atrasos em maio deste ano atingiram 16,6%, enquanto que no mesmo mês de 2016 eram 16,7%.

Portanto, as novas regras do rotativo do cartão de crédito foram positivas e imediatas para a própria taxa de juros dessa modalidade. A mudança também contribuiu para a queda da taxa média geral para o consumidor, de 72,7% a.a. para 63,8% a.a.. Dessa forma, percebe-se que o perfil dos que utilizam o rotativo parece não ter mudado, porém agora eles contam com uma situação menos danosa para o planejamento financeiro.