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Negócios

20/05/2016

Plano de negócios deve nortear a escolha pela plataforma para comércio eletrônico

Mercado oferece opções que vão de sites prontos aos completamente customizados

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Plano de negócios deve nortear a escolha pela plataforma para comércio eletrônico

Para os especialistas,  basear-se apenas pelo preço é um dos erros mais comuns na hora da escolha de uma plataforma para e-commerce
(Arte TUTU)

Por Deisy de Assis

A escolha de uma plataforma para colocar um comércio eletrônico em funcionamento tem reflexos diretos nas vendas e, consequentemente, no sucesso de um varejo online. Por isso, a decisão deve ser baseada no plano de negócios da empresa, a fim de que sua funcionalidade atenda às necessidades do negócio.

Presidente do Conselho do Comércio Eletrônico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Pedro Guasti, argumenta que não basta pensar no volume de vendas. “É fundamental levar em consideração o porte da empresa no momento da abertura, bem como o potencial de crescimento.”

Com clareza das características do e-commerce, é possível avaliar qual a melhor estrutura funcional da plataforma.  “A plataforma é que tem que se alinhar ao plano de negócios, não o contrário”, alerta a professora da área de E-commerce e Marketing Digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Sandra Turchi.

Ela comenta que é preciso certificar-se da compatibilidade do site com os sistemas usados pela empresa (como os de pagamento e os de controle de estoque), da integração com marketplaces, redes sociais e com o Google Analytics (ferramenta que permite acompanhamento das estatísticas de acessos e vendas), bem como a possibilidade de emissão de relatórios de gestão.

“Além de toda essa apuração, durante as pesquisas de empresas fornecedoras, é importante também procurar os clientes dessas companhias, para saber as vantagens e desvantagens que eles identificaram”, sugere Sandra.

Tipos de plataformas

O mercado possui basicamente três tipos de plataformas para comércio eletrônico. A mais simples é a opção alugada, na qual o empresário tem o custo de uma mensalidade por uma estrutura pronta, sendo que em alguns casos há cobrança também de um porcentual sobre o valor das vendas.

“Essas são as que demandam menor investimento, podendo variar de R$ 100 a 1,5 mil, de acordo com o número de recursos que oferece”, explica o presidente do Conselho do Comércio Eletrônico da FecomercioSP.

Já as chamadas plataformas de código aberto são uma alternativa gratuita, mas com elas é preciso contratar uma empresa ou profissionais especializados para customizá-las, tanto visualmente, quanto na área de recursos funcionais. A professora Sandra estima que o custo seja a partir de R$ 8 mil.

A opção mais cara e, por isso, indicada para empresas de grande porte, são as totalmente customizadas, as plataformas próprias, para as quais se paga pelo direito de uso, além do serviço de customização. “Neste caso o investimento vai de R$ 18 mil a R$ 2 milhões”, estima a docente.

Principais erros

Existem diversos erros frequentes no momento da escolha. Para os especialistas, estão entre os mais usuais: basear-se apenas pelo preço; comprar plataformas sem recursos de integração ou que não oferecem segurança à empresa e ao cliente; não dimensionar a expansão dos negócios e escolher com base no e-commerce concorrente.

“As consequências dessas escolhas podem levar a prejuízos e culminar até no fechamento da empresa”, ressalta Sandra Turchi.