Economia

10/07/2018

Setor de turismo paulista criou 325 vagas em abril, aponta FecomercioSP

Segundo Entidade, inflação baixa, juros menores e estabilização do desemprego geraram o aumento das viagens de lazer e de negócios

São Paulo, 10 de julho de 2018 – O mercado de trabalho existente por causa da demanda de turistas, seja a lazer ou negócios, criou 325 postos formais de trabalho no Estado de São Paulo em abril, o segundo saldo positivo consecutivo. Dessa forma, o setor encerrou o mês com um estoque ativo de 276.112 vínculos, aumento de 0,3% em relação ao mesmo mês de 2017. No acumulado dos últimos 12 meses, o mercado de trabalho do turismo criou 729 empregos celetistas.

Os dados são da Pesquisa de Emprego do Setor de Turismo no Estado de São Paulo (PESP Turismo), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Entre as sete atividades analisadas pela pesquisa, apenas uma registrou queda no número total de empregos com carteira assinada, na comparação com abril de 2017. O grupo dos transportes teve retração de 0,8%, com o fechamento de 834 vagas em 12 meses.

Por outro lado, o estoque de empregados do grupo de cultura e lazer teve alta de 3,6% no comparativo com o mesmo mês do ano passado, com a abertura de 157 novos postos de trabalho. Apesar do fechamento de 130 vagas em abril, o setor de eventos teve a segunda maior variação positiva no comparativo anual, com 3,4% de alta.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, o mercado de trabalho do setor de turismo segue um processo de recuperação, lenta e gradual, alternando saldos positivos e negativos mês a mês. O desempenho ainda é tímido, mas que se comemora exatamente por não haver mais retrações de vagas.

Para a presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Mariana Aldrigui, é preciso observar o setor com atenção. "Estamos monitorando cuidadosamente as variações nos empregos do setor, reiterando que a perda de empregos no setor de transportes não será compensada por empregos em outros, dado o patamar de salários e benefícios, que não se vê no segmento de eventos, infelizmente. Sendo uma atividade muito sensível a qualquer alteração no cenário econômico, a recuperação nos empregos ainda é muito pequena, e, possivelmente, os empresários do setor estão aguardando sinais mais evidentes para ampliar suas ações de contratação e expansão."

Ainda, segundo a Entidade, o cenário de inflação baixa, juros menores e reação do mercado de trabalho permite maior equilíbrio do orçamento doméstico e, consequentemente, um aumento das viagens de lazer. Além disso, o reaquecimento de alguns setores da economia e do turismo de negócios garantem os números vistos atualmente. Com taxa de câmbio significativamente maior, boas possiblidades se abrem ao turismo interno, gerando uma expectativa otimista em relação à temporada de inverno e férias de julho.

Nota metodológica
A Pesquisa de Emprego no Setor de Turismo do Estado de São Paulo é elaborada a partir de informações da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Nela são contempladas 85 atividades de acordo com os respectivos CNAES (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) de subclasse 2.0, divididos em atividades predominantemente turísticas e não predominantemente turísticas.

Para atingir o objetivo de mensurar o mercado de trabalho existente unicamente devido a demanda de viajantes, de lazer ou trabalho, nas atividades não predominantemente turísticas, foram identificados quais dos 645 municípios do Estado de São Paulo possuem mercado de trabalho com média superior de vínculos em comparação a base de referência estadual. Para isso se utilizou o tradicional medidor de vocação locacional, o Quociente Locacional (QL). Como aplicação dele, se permite através de percentuais estimados do estoque ativo de vínculos formais atingir uma projeção do tamanho do mercado de trabalho do setor de turismo da economia paulista.