Tecnologia

18/01/2016

Atendimento e comunicação eficientes devem ser prioridades do e-commerce

Pequenas e médias empresas demandam estratégias específicas para expandir

Atendimento e comunicação eficientes devem ser prioridades do e-commerce

Para obter sucesso no segmento, é preciso avaliar se a loja possui estrutura para atender ao negócio
(Arte/TUTU)

Por Camila Garcia

Comprar tem sido cada vez mais um ato online. Para fugir do trânsito e driblar a agenda atribulada, o cliente moderno opta pela internet. A mudança de hábito é tendência mundial, segundo especialistas do segmento. No Brasil, mesmo com a crise, as vendas online seguem no azul. Em 2015, os negócios do comércio eletrônico aumentaram 15,3% em comparação com 2014. O faturamento das lojas virtuais brasileiras somou R$ 41,3 bilhões no ano, aponta o E-bit, empresa especializada em informações da área.

De olho nas oportunidades, pequenas e médias empresas têm entrado com força no segmento. Mas para obter sucesso, é preciso avaliar se a loja possui estrutura para atender ao negócio. “Quando o empresário abre um e-commerce, o mundo inteiro poderá ter acesso aos seus serviços. Por isso é preciso ter bons fornecedores e fazer as entregas no prazo”, explica o coordenador do curso de mídias sociais da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), Thiago Costa.

Assim como nas lojas físicas, o consumidor espera bom atendimento. São boas pedidas para se destacar: estabelecer comunicação eficiente por meio de interatividade e enviar e-mail marketing com indicação de produtos de acordo com a preferência de cada cliente. “As pessoas gostam de se sentirem importantes. A loja virtual, que mantém um elo de comunicação desde a aquisição da compra até a entrega na casa do cliente, certamente terá vantagem sobre a concorrência”, diz o especialista.

A identificação do usuário com o e-commerce também aumenta significativamente as chances de conversão. Se a loja oferece produtos para mulheres, o ideal é utilizar um misto de cores e dinamismo. Para os homens, algo mais sóbrio. Sites de fácil navegação – com muitas categorias para tornar mais simples a busca de produtos e com instruções claras a respeito das compras – mantêm o cliente no portal e incentivam as aquisições.

Investimento e inovação

Cliente que não vê, não compra. Por isso, Costa frisa a importância do investimento em comunicação e marketing. “Dependendo do faturamento do e-commerce, o ideal seria reservar de 7% a 15% do rendimento para ações de marketing.”

É importante que a loja virtual possua um perfil no Facebook, com conteúdo atualizado diariamente. “Se o e-commerce vende produtos de decoração, crie mensagens sobre tendências ou combinações. Abuse de boas imagens e mostre o produto em suas mais variadas formas”, diz Costa.

Pensando em diminuir a distância entre cliente e empresa, o proprietário da loja de roupas femininas Dona Miróka, Eric Martins Vidigal, apostou no Facebook como principal canal de comunicação. “Há cerca de um ano, contratamos um profissional de marketing digital. O resultado é que passamos de 3 mil para 11 mil seguidores. Promovemos encontros com as clientes na loja e postamos vídeos com dicas de moda, conteúdos de beleza e novidades. As consumidoras ficam surpresas pela forma como mantemos o bom atendimento, mesmo online”, explica Vidigal, cuja loja física está localizada em Santo André, no Grande ABC.

Links patrocinados também não podem ficar de fora. “Com R$ 50 é possível impulsionar uma página no Facebook e ganhar mais visualizações. Se o orçamento permitir, faça também um anúncio no buscador do Google, com valores a partir de R$ 2 mil”, diz Costa.