Economia

16/08/2018

Com expectativa de aumento nas vendas, atacadistas precisam avaliar quadro funcional

Em virtude do otimismo esperado para o segundo semestre, quando as vendas tendem a crescer com o Natal, setor deve planejar o quadro funcional para os próximos meses

Com expectativa de aumento nas vendas, atacadistas precisam avaliar quadro funcional

Sete das dez atividades pesquisadas registraram mais desligamentos do que admissões em junho, com destaque para o comércio atacadista de alimentos e bebidas
(Arte: TUTU)

Os empresários atacadistas do Estado de São Paulo precisam avaliar se o quadro funcional existente é suficiente para atender a demanda crescente nos próximos meses. Isso porque o segundo semestre é o melhor período para o setor, muito impactado pelo desempenho positivo do varejo no Natal.

Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), os empresários devem projetar de forma mais racional o desempenho das vendas para, assim, avaliar se é possível investir em mão de obra.

Veja também:
Varejo paulista deve ter melhores resultados no segundo semestre de 2018
Comerciante precisa facilitar pagamento à vista para evitar calote e melhorar fluxo de caixa
Mesmo com faturamento expressivo em maio, setor de serviços deve se planejar

Embora o desempenho do mercado de trabalho atacadista paulista tenha sido negativo em junho, com eliminação de 935 postos de trabalho, o comércio registrou o melhor primeiro semestre desde 2014. No ano, 2.715 empregos foram criados com destaque para os segmentos atacadistas de papel, resíduos, sucata e metais (1.262 vagas) e de produtos farmacêuticos e higiene pessoal (1.385 vagas). Já a área de alimentos e bebidas encerrou o primeiro semestre com 1.115 vagas a menos, segundo a Pesquisa de Emprego no Comércio Atacadista do Estado de São Paulo (PESP Atacado), realizada mensalmente pela Entidade.

Junho ainda refletiu os impactos da paralisação dos caminhoneiros, que afetou demasiadamente a confiança dos empresários no curto prazo e os fez postergar ou inibir novas contratações. Com isso, o setor encerrou o mês com um estoque ativo de 500.865 vínculos empregatícios.

Sete das dez atividades pesquisadas registraram mais desligamentos do que admissões em junho, com destaque para o comércio atacadista de alimentos e bebidas (-397 vagas), de eletrônicos e equipamentos de uso pessoal (-207 vagas) e de materiais de construção, madeira e ferramentas (-203 vagas).

Desempenho regional
Em junho, o comércio atacadista de 13 das 16 regiões analisadas registraram saldo negativo de empregos formais, com destaque para a capital (-333 vagas) e para a região de Osasco (-175 vagas). Tanto no acumulado do ano quanto em 12 meses, os atacados da capital e da região de Guarulhos registraram o maior número absoluto de postos de trabalho abertos.

Na capital, 2.410 vagas foram abertas no acumulado dos últimos doze meses com destaque para as atividades de alimentos e bebidas e de produtos farmacêuticos e de higiene pessoal. Dessa forma, o atacado paulistano encerrou o mês com um estoque ativo de 207.623 trabalhadores formais, alta de 1,2% em relação a junho de 2017.