Economia

24/04/2018

Comércio varejista no Estado de São Paulo fecha vagas com carteira assinada pelo segundo mês consecutivo

Segundo a FecomercioSP, em fevereiro, mais de 5,8 mil postos de trabalho foram eliminados

Comércio varejista no Estado de São Paulo fecha vagas com carteira assinada pelo segundo mês consecutivo

As maiores quedas foram observadas nos segmentos de concessionárias de veículos e de lojas de vestuário, tecidos e calçados
(Arte: TUTU)

O comércio varejista no Estado de São Paulo voltou a eliminar vagas formais pelo segundo mês consecutivo. Em fevereiro, 5.858 empregos celetistas foram extintos, resultado de 70.351 admissões e 76.209 desligamentos. Com isso, o estoque ativo do setor atingiu 2.065.477 vínculos com carteira assinada, leve alta de 0,1% na comparação com o mesmo mês de 2017. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo foi positivo em 3.014 vagas.

Os dados compõem a Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP Varejo), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, calculado com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

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Em fevereiro, entre as nove atividades pesquisadas, cinco apresentaram redução no estoque de trabalhadores no comparativo com o mesmo mês de 2017, com destaque para as lojas de móveis e decoração (-1,8%); e lojas de vestuário, tecidos e calçados (-1,6%). Por outro lado, os melhores desempenhos ficaram por conta dos segmentos de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (2,8%); e de farmácias e perfumarias (2,3%).

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, o resultado de fevereiro foi pior do que o observado no mesmo mês de 2017 – quando 4.068 vínculos formais foram extintos – porém, vale ressaltar que o número de temporários contratados para o fim do ano também foi maior. A Entidade já esperava um desempenho negativo neste início de ano, já que, após o Natal, é natural um ajuste no quadro de funcionários.

A Federação destaca que, mais uma vez, praticamente não houve efetivação dos temporários. Isso demonstra que o empresário ainda não possui otimismo ou capacidade suficiente para aumentar perenemente seu quadro funcional, por mais que a expectativa para 2018 seja de alta nas vendas do setor.

Varejo paulistano
Na capital, houve o fechamento de 962 vagas formais, resultado de 21.463 admissões contra 22.425 desligamentos. No acumulado de 12 meses, foram encerrados 26 postos de trabalho. O comércio varejista paulistano encerrou o mês com um estoque total de 645.056 trabalhadores, estável em relação a fevereiro do ano passado.

Entre as nove atividades pesquisadas, apenas três apresentaram alta no estoque de trabalhadores no comparativo anual, com destaque para os segmentos de farmácias e perfumarias (3,9%) e de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (2,1%). As maiores quedas foram observadas nos segmentos de concessionárias de veículos (-2,2%) e de lojas de vestuário, tecidos e calçados (-1,6%).

Em fevereiro, os setores de autopeças e acessórios e de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos registram saldos positivos de 94 e 89 empregos formais, respectivamente. Por outro lado, as atividades que mais eliminaram vagas formais foram observadas nos setores de vestuários, tecidos e calçados, com redução de 597 postos de trabalho; e de supermercados, que encerrou 495 vagas celetistas.