Economia

20/04/2018

Índice de Expansão do Comércio cresce 1,6% puxado pela alta na expectativa de contratação, aponta FecomercioSP

Segundo a Entidade, apesar da queda no ritmo de consumo no início do ano, resultado mostra que empresários ainda não desistiram de seus planos em médio e longo prazos

Índice de Expansão do Comércio cresce 1,6% puxado pela alta na expectativa de contratação, aponta FecomercioSP

A expectativa de contratação de funcionários teve elevação de 2,9% na comparação mensal
(Arte: TUTU)

O Índice de Expansão do Comércio (IEC) – calculado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) – registrou alta de 1,6% em abril, ao passar de 100,1 pontos em março para 101,6 pontos. Em relação ao mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 14,3%, a 22ª alta consecutiva nessa base de comparação.

A expectativa de contratação de funcionários foi o item que puxou o indicador, com elevação de 2,9% na comparação mensal, ao passar de 115,9 pontos em março para 119,3 pontos em abril, e de 8,2% se comparado a abril de 2017.

Veja também:
Índice de Expansão do Comércio cai 1,4% em março, aponta FecomercioSP
Confiança do empresário do comércio paulistano alcança maior patamar desde janeiro de 2014
Nível de adequação dos estoques do varejo paulistano fica praticamente estável em março

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, caso permaneça a percepção de que o ritmo do consumo será menor do que inicialmente projetado para 2018, o indicador poderá sofrer ajustes com viés de baixa. Mas a boa notícia é que os empresários ainda não desistiram de seus planos para médio e longo prazos, baseados apenas em um primeiro trimestre abaixo das expectativas.

A propensão a investir registrou uma leve queda de 0,3% na comparação com o mês passado, atingindo 84 pontos no mês. O resultado, porém, é 24,1% acima do que fora verificado em abril de 2017, quando apontou 67,7 pontos. Para que se mantenha uma tendência de crescimento significativo desse indicador, é necessário que o ritmo de vendas e da economia em geral se acelere.

Segundo a Federação, o início do ano não correspondeu às expectativas em relação aos indicadores que refletem a confiança ou a segurança dos consumidores e de empresários. Apesar de alguns números positivos, como o da produção industrial e da geração de postos de trabalho, a melhora aconteceu de forma mais tênue e em um ritmo mais fraco do que vinha ocorrendo no fim de 2017. Também é verdade que as vendas, tirando os setores como automóveis e materiais de construção, estão em patamares ainda mais baixos. Ou seja, houve desânimo com relação ao que era projetado para o início do ano.

A FecomercioSP destaca que ainda não vai rever suas projeções para o ano, esperando que esses resultados iniciais logo sejam compensados e que esses dados sejam apenas pontos fora da curva. Contudo, se esse quadro persistir, será necessário antecipar um ajuste de perspectivas.