Economia

08/10/2018

Varejista paulista deve se preparar para entrar em 2019 com contas em dia

Empresário deve evitar o endividamento e fazer a manutenção de grandes estoques

Varejista paulista deve se preparar para entrar em 2019 com contas em dia

Além de ajustar grandes estoques, é preciso gerenciar o capital de giro
(Arte: TUTU)

O empresário varejista do Estado de São Paulo deve se preparar para entrar em 2019 com as contas e a saúde de sua empresa em dia. A recomendação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a de evitar o endividamento e fazer a manutenção de grandes estoques, gerenciando o capital de giro.

As dicas da Entidade levam em consideração que o mercado de câmbio e a Bolsa de Valores são elementos importantes para definição do comportamento do varejo até o final deste ano. Atualmente, o mercado financeiro sofre instabilidade devido às incertezas do cenário político. Esse cenário deve ficar mais consolidado após as eleições.

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Entre janeiro e julho deste ano, as vendas do setor se mostraram melhores do que no mesmo período do ano passado, mas as taxas de aumento estão menores a cada mês. A variação acumulada nas vendas varejistas no ano foi de 5,2%, o que representa um faturamento R$ 18,8 bilhões superior ao obtido no mesmo período de janeiro a julho de 2017.

Somente em julho de 2018 as vendas reais calculadas pela Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) registraram um crescimento de 2,7% em comparação ao mesmo mês do ano passado. O faturamento real atingiu R$ 54,4 bilhões no mês, o maior para um mês de julho desde 2013.

Das nove atividades pesquisadas, oito mostraram expansão em seu faturamento real em julho, sendo elas: lojas de móveis e decoração (8%), outras atividades (7%), eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (4,8%), concessionárias de veículos (2,4%), farmácias e perfumarias (2,4%), autopeças e acessórios (2,3%), materiais de construção (2,1%) e supermercados (0,9%). Apenas as lojas de vestuário não registraram taxa de crescimento no mês.

A tendência é que o setor mantenha as vendas em crescimento ao menos até o final do ano. Considerando os resultados recentes de vendas dentro desse cenário, as projeções apontam para um aumento anual ao redor de 4% em 2018.