Editorial

11/01/2017

FecomercioSP e sindicatos filiados se reúnem com governador Geraldo Alckmin

Audiência realizada na tarde de segunda-feira (9) teve como objetivo discutir os problemas enfrentados pelo comércio varejista com a realização das feiras itinerantes no interior do Estado de São Paulo

FecomercioSP e sindicatos filiados se reúnem com governador Geraldo Alckmin

Durante a audiência, foram elencados os problemas oriundos dessa prática ilegal, bem como as possíveis soluções a serem analisadas e colocadas em andamento, com o apoio do governo estadual
(Divulgação)

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Abram Szajman, bem como presidentes de Sindicatos do Comércio Varejista do interior de São Paulo reuniram-se na tarde da última segunda-feira (9) em audiência com o governador do Estado, Geraldo Alckmin, para discutir as dificuldades enfrentadas pelo comércio local em razão das feiras itinerantes. 

O tema tem sido amplamente abordado pelo Conselho do Comércio Varejista da Federação, representado pelo seu presidente, Paulo Gullo, e demais sindicatos filiados, uma vez que o aumento do número de feiras vem causando preocupação aos comerciantes, principalmente em regiões do interior, diante do impacto negativo nas vendas do comércio varejista e, ainda, a concorrência desleal com a comunidade comercial local. 

No ano passado, a FecomercioSP elaborou um estudo nas 16 regiões do Estado de São Paulo - apresentado durante as reuniões de coordenadorias sindicais - cujo resultado mostrou os prejuízos causados com a realização de feiras que se instalam de maneira transitória em vários municípios durante datas sazonais – como Dias dos Pais, Dia da Mães, dentre outros. 

Essas feiras geralmente são realizadas em dias de maior movimento de vendas do comércio local, como nos finais de semana e períodos que antecedem datas comemorativas e, a depender do município em que ocorram, podem ter maior ou menor movimento. De qualquer forma, as feiras não legalizadas, assim como os vendedores ambulantes informais, representam concorrência desleal e reduzem não apenas as vendas do comércio local, que paga impostos, como também alavancam a economia informal, que não gera tributos nem empregos para a região e para o Estado. 

Assim, durante a audiência, foram elencados os problemas oriundos dessa prática ilegal, bem como as possíveis soluções a serem analisadas e colocadas em andamento, com o apoio do governo estadual. O governador Geraldo Alckmin reconheceu a extensão do problema e definiu, na ocasião, algumas providências para combater tal prática, dentre elas, fiscalizações rigorosas por parte da Secretaria da Fazenda, do Corpo de Bombeiros e do Procon e, também, solicitou que os Sindicatos atuem diretamente junto aos prefeitos municipais, denunciando e cobrando medidas eficazes de fiscalização nos locais onde se realizam essas feiras. 

Entre os sindicatos, participaram da audiência os presidentes Antonio Cozzi Júnior (Sindicato do Comércio Varejista de Pindamonhangaba), Dan Guinsburg (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté), Antonio Geraldo Giannini (Sindicato do Comércio Varejista de Matão), Onório Norio Kobayashi (Sindicato do Comércio Varejista de Santa Fé do Sul), Carlos Gobbo (Sindicato dos Lojistas do Comércio de Campinas e Região), Paulo Roberto Gullo (Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos), Antonio Deliza Neto (Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara), Pedro Pavão (Sindicato do Comércio Varejista de Marília) e Amauri dos Santos (Sindicato do Comércio Varejista de Itararé).