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Economia

31/07/2017

Investidor deve avaliar mais do que somente a inflação para ter ganhos reais

Indicadores gerais de inflação não captam preços de ativos relevantes da economia

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Investidor deve avaliar mais do que somente a inflação para ter ganhos reais

Investidor deve saber que a inflação é uma média superestimada e que os índices de preços não captam mudanças no consumo
(Tutu)

Avaliar um investimento com base no retorno real (descontada a inflação) não é tarefa fácil. Começa pelo fato de que a inflação é uma média estimada, além de que muitos investimentos não têm retorno fixo e cada investidor tem uma expectativa temporal distinta.

Portanto, escolher um investimento com a ideia de obter um retorno certo é um erro.

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A escolha da aplicação financeira leva em conta aspectos objetivos, mas também critérios subjetivos.

Do ponto de vista da objetividade, o investidor pode avaliar as expectativas de segurança e de retorno, e então escolher entre algumas opções de maior ou menor retorno possível, mas nunca garantido – como decidir entre renda fixa e ações. Inicialmente, não se sabe qual será a melhor opção, mas há parâmetros objetivos que podem ser comparados em uma avaliação.

Mesmo assim, existem problemas de mensuração que podem dificultar a escolha. Por exemplo: o investidor que pensa em investir em imóveis pode avaliar de maneira equivocada o retorno de locação se considerar apenas a inflação medida pelos índices gerais.

Isso porque a inflação é uma medida superestimada: quando o preço de um produto sobe, o consumo de seu substituto cresce, mas o indicador não considera essa substituição.

Neste caso, ainda mais importante é o fato de que os indicadores gerais de inflação não levam em conta o valor de negociação dos imóveis. Em um momento de crise como o atual, os preços dos imóveis caem bastante e, eventualmente, há bons negócios, não apenas pelo retorno de sua locação, mas pela valorização estimada.

Dessa forma, os juros reais calculados nessa operação deveriam contabilizar a deflação (queda de preço) do ativo, o que eleva o retorno real do investimento.

Em geral, não é apenas a taxa de juros das aplicações que interessa, mas sim as expectativas de valorização ou desvalorização dos bens e das aplicações financeiras.

As análises não podem levar em conta apenas a taxa Selic, os CDBs e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como parâmetros. Nas crises, quem detém liquidez pode fazer bons negócios comprando ativos reais, como imóveis, em função do preço baixo, e, depois, ganhar com a valorização desse bem – desde que não esteja interessado em um retorno imediato.

Disciplina e método são aspectos muito importantes para o sucesso dos investidores.