Economia

07/12/2016

Lixo nas ruas preocupa comerciantes e moradores do Centro de São Paulo

Projeto Renova Centro 20/30 entrevistou população sobre desafios do tema, falhas na coleta seletiva e possíveis soluções

Lixo nas ruas preocupa comerciantes e moradores do Centro de São Paulo

Mais de 50% dos entrevistados separam lixo reciclável, mas muitos não sabem destino final nem datas em que deve ser descartado
(Arte/TUTU)

Por Alessandra Jarussi

Bueiros entupidos, mau cheiro, insetos, pragas e roedores são os principais riscos e impactos que o lixo colocado nas ruas do Centro de São Paulo pode trazer para a população. A opinião é da maioria dos comerciantes, moradores, trabalhadores, estudantes e frequentadores da região ouvidos pelo projeto Renova Centro 20/30.

A iniciativa reúne pessoas que moram, mantêm negócios, trabalham ou estudam na microrregião do chamado Centro Novo de São Paulo. Essa área, formada pelas avenidas São João, Ipiranga, São Luís e as ruas Xavier de Toledo e Conselheiro Crispiniano, será o palco da implementação de um plano de desenvolvimento local.

A meta é consolidar um método de trabalho e um plano de ação para a região até 2020 e replicá-los até 2030 para os distritos Sé e República, com a possibilidade de o projeto ser estendido para toda a cidade e outros municípios. Inicialmente, foram definidos cinco temas prioritários do plano: lixo, calçadas, banheiros públicos, poluição sonora e poluição visual.

Dada a relevância do Renova Centro 20/30 para o setor de comércio e serviços da região, a FecomercioSP é uma das apoiadoras da iniciativa.

De acordo com o presidente do Conselho de Desenvolvimento Local da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Jorge Duarte, a pesquisa, realizada em outubro com cerca de 150 pessoas, trouxe informações importantes para auxiliar na definição das ações prioritárias. “Por exemplo, o levantamento aponta que mais de 50% dos entrevistados fazem a separação do lixo reciclável, no entanto, muitos não sabem o destino final do lixo nem as datas específicas em que deve ser descartado, o que faz com que o lixo reciclável se misture ao lixo comum. Isso nos mostra caminhos para articular junto à Prefeitura uma melhor comunicação do projeto de reciclagem e também para promover campanhas educativas para a população.”

Carlos Battesti, sócio-diretor da agência Convergência Comunicação Estratégica, localizada no Centro Novo de São Paulo, e integrante do projeto Renova Centro 20/30, analisa a situação: “o descarte do lixo feito pelo prédio onde mantenho minha agência segue as regras estabelecidas pela Prefeitura. Só que isso não basta. O Centro precisa de novas soluções e novas regras – mais modernas e sustentáveis – para resolver os problemas da limpeza pública e do lixo, desde novos tipos de lixeira, contêineres e sistemas de descarte, que impeçam que os sacos de lixo sejam manipulados por catadores antes de serem recolhidos das calçadas, até um eficiente trabalho de zeladoria e manutenção, que corrija rapidamente eventuais desvios ou falhas. Além disso, nada acontece atualmente quando comerciantes e moradores não cumprem as regras nem quando os prestadores de serviços de limpeza pública ignoram as cláusulas dos contratos firmados com a Prefeitura. Vamos apresentar sugestões que sejam viáveis e que resolvam o problema”, diz Carlos Battesti. 

Confira os outros desafios apontados pelo projeto Renova Centro 20/30:

Calçadas
https://www.fecomercio.com.br/noticia/buracos-sao-principal-problema-das-calcadas-no-centro-de-sao-paulo

Banheiros públicos
https://www.fecomercio.com.br/noticia/populacao-aponta-insuficiencia-de-banheiros-publicos-no-centro-de-sao-paulo

Poluição sonora
https://www.fecomercio.com.br/noticia/vendedores-de-cds-pioram-poluicao-sonora-no-centro

Poluição visual
https://www.fecomercio.com.br/noticia/populacao-considera-pichacao-pior-tipo-de-poluicao-visual-no-centro

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