Negócios

16/09/2019

Saiba como controlar o endividamento e reduzir os riscos para a sua empresa

Em situação adversa, saída é negociar redução ou prorrogação das dívidas e, se possível, quitar a maior parte à vista

Saiba como controlar o endividamento e reduzir os riscos para a sua empresa

Recomenda-se que as dívidas não comprometam mais do que 30% da receita do negócio
(Arte/Tutu)

Recurso importante no processo de abertura de empresa ou de ampliação dos negócios, o endividamento, se não for bem conduzido, pode se tornar uma dor de cabeça para os empreendedores. Isso porque quando se perde o controle das dívidas, a empresa, aos poucos, encontra dificuldades para fechar acordos com fornecedores, deixa de honrar compromissos e até mesmo pode se ver diante da possibilidade de falir.

Portanto, o empreendedor, se quiser manter a empresa operando no azul, não deve se esquivar de acompanhar o nível de endividamento, tarefa ainda mais relevante na gestão de pequenos e médios negócios, os quais encontram mais dificuldades para obter crédito para cobrir eventuais furos no fluxo de caixa e pagar dívidas.

Veja também
Nichos de mercado: inove e faça a diferença para o consumidor
Gestão de pessoas reduz rotatividade e alinha funcionários às diretrizes da empresa
Planejamento de vendas melhora a rentabilidade das empresas
Formação de preços eficiente potencializa crescimento das empresas
Entenda como a relação com fornecedores pode ser vital para o seu negócio
Gestão eficiente dos estoques aumenta lucratividade das empresas
Acompanhar resultados de perto aumenta chances de sucesso da empresa
Fluxo de caixa diário permite identificar déficits pontuais na gestão financeira

Do ponto de vista financeiro, deixar de recolher os impostos costuma ser o primeiro sinal de que a empresa entrou em uma situação adversa. Segundo o sócio-diretor da Paulicon Contábil, Marco Aurélio Pereira, isso ocorre, em geral, porque pequenas e médias empresas ignoram a importância do fluxo de caixa como uma ferramenta de previsão de receitas e gastos.

“Nessa situação, o empreendedor tem de saber que é mais fácil ir a um banco atrás de capital de giro do que deixar de pagar o imposto. O banco trabalha com as possibilidades de parcelar e repactuar dívidas e reduzir juros. No imposto, não é assim. Se deixar de pagar, é cobrado com juros Selic mais multa, e o montante começa a ficar fora da realidade”, explica Pereira.

De acordo com o contabilista, o endividamento desmedido muitas vezes tem origem na formação equivocada de preços de mercadorias e serviços, de modo que a receita obtida não dá conta de cobrir os compromissos da empresa. De qualquer forma, para evitar problemas relacionados a credores, a recomendação é que o nível de endividamento não comprometa mais do que 30% da receita do negócio.

A assessoria técnica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) ressalta que, ao prestar atenção ao fluxo de caixa, a empresa consegue evitar atrasos nos pagamentos por desorganização, o que evita o crescimento de dívidas.

Em todo caso, a Entidade recomenda que os empreendedores, antes de contrair crédito, negociem seus débitos – quando se constrói uma boa relação com um fornecedor, por exemplo, é bastante plausível rever prazos de pagamento, reduzir juros e definir um valor fixo nas parcelas mensais de pagamento. Se a solução for contrair um empréstimo, o crédito deve ser destinado à quitação da maior parte das dívidas, a fim de impedir a expansão do endividamento.

O empreendedor, sendo assim, precisa manter um controle rigoroso sobre as dívidas, inclusive se valendo de cálculos que demonstrem a evolução dos débitos em relação à receita. Para entender mais sobre a questão contábil e a negociação das dívidas, confira um conteúdo especial da FecomercioSP com mais informações a respeito desses temas.