Economia

09/08/2018

Empresário do varejo paulista deve evitar endividamento e grandes estoques

Comerciante precisa gerenciar o capital de giro e ser cauteloso na tomada de decisão até que o cenário político e econômico do País esteja mais claro

Empresário do varejo paulista deve evitar endividamento e grandes estoques

Entre as atividades que mostraram aumento em seu faturamento real estão eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos
(Arte: TUTU)

O empresário do varejo paulista deve evitar no segundo semestre o endividamento e a manutenção de grandes estoques. Essa cautela no gerenciamento do capital de giro estimula a liquidez do negócio justamente nesse momento de indefinição no cenário político-eleitoral e, consequentemente, da política econômica do próximo governo.

Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), somente após as eleições de outubro será possível analisar de forma mais consistente como ficam a cotação do dólar, a inflação e os juros.

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Apesar da greve dos caminhoneiros, as vendas do varejo paulista cresceram 3,3% em maio, em comparação ao mesmo mês do ano passado, atingindo R$ 53,6 bilhões. Considerando a série histórica a partir de 2008, foi o quarto maior resultado do varejo paulista para um mês de maio.

A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela FecomercioSP, com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), mostra que, no acumulado do ano, o varejo paulista registrou faturamento R$ 15,3 bilhões superior ao obtido no mesmo período de janeiro a maio de 2017.

Em maio, das nove atividades pesquisadas, quatro mostraram aumento em seu faturamento real, sendo elas: outras atividades (8,8%); eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (4,5%); supermercados (4,2%); e farmácias e perfumarias (4,1%).

O melhor índice de crescimento do mês foi obtido pelo grupo de outras atividades, cujo comércio de combustíveis tem peso preponderante. A forte alta dos preços dos combustíveis ocorrida em função da paralisação dos caminhoneiros impulsionou o faturamento do segmento acima da média geral da inflação.

Já as retrações foram apresentadas pelos grupos: autopeças e acessórios (-5,6%); lojas de móveis e decoração (-3,3%); concessionárias de veículos (-2,3%); e lojas de vestuário, tecidos e calçados (-0,9%).

Capital paulista
Na capital paulista, o faturamento real do varejo em maio cresceu 2% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse também foi o quarto maior resultado do varejo paulistano para um mês de maio, com uma receita de R$16,8 bilhões no mês.

Os dados de maio da capital mostram uma taxa de desempenho de vendas varejistas abaixo da observada na média estadual, assim como no acumulado desses cinco meses, com crescimento de 5%. Mesmo abaixo em termos relativos, esse desempenho positivo foi de fundamental relevância para o comércio de todo Estado, dado que a capital responde por mais de 30% de todo faturamento estadual.