Negócios

30/01/2018

FecomercioSP é contra extinção do parcelamento sem juros proposto por setor de cartões

Entidade defende que decisão sobre formas de pagamento cabe a empresários, pois conhecem seus negócios e a conjuntura setorial

FecomercioSP é contra extinção do parcelamento sem juros proposto por setor de cartões

Para a FecomercioSP, cabe aos varejistas definir suas práticas de pagamento, desde que ajam dentro da lei
(Arte/TUTU)

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é contrária à proposta do setor de cartões de crédito que prevê o fim dos parcelamentos sem juros. A ideia, apresentada ao Banco Central no início de janeiro, pretende que as empresas passem a oferecer modelos similares a crediários para seus clientes como forma de parcelar suas compras. Enquanto isso, as bandeiras reduziriam o prazo de pagamento aos lojistas de 30 para cinco dias.

Para a FecomercioSP, no entanto, cabe aos varejistas definir suas práticas de negócio, desde que ajam dentro da lei. Dessa forma, a Entidade crê que quem deve definir como cobrar é o próprio comerciante – considerando sua capacidade, seus parceiros e a necessidade e conveniência de seus clientes.

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O mercado seria responsável, portanto, por definir as condições em que opera. A Instituição crê que interferências do Estado em operações de negócios privados, por pressão de algum setor ou por definição governamental, tendem a gerar resultados prejudiciais ao comércio.

Ainda assim, caso a medida acabe por ser implementada, a FecomercioSP defende que o recebimento das vendas pelo lojista seja realizado no dia seguinte à operação, em vez de cinco, após a venda, conforme solicitado pelo setor de cartões ao BC.

A Entidade reforça que as políticas econômicas devem ser desburocratizadas. Até recentemente, por exemplo, os varejistas eram impossibilitados de oferecer condições diferenciadas de pagamento em compras em dinheiro e no cartão. Essa impertinência legal foi combatida pela Entidade, pois prejudicava clientes e empresários que eram impedidos de, em comum acordo, fazer negócios melhores para ambos. A tese da FecomercioSP de liberdade de negócios venceu e, hoje, o comércio se beneficia dessa flexibilidade.