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Economia

Com melhora no desempenho do mercado de trabalho, planejamento sazonal é trunfo para empresário aperfeiçoar seu negócio

PESP mostra que, em fevereiro, foram criados mais de 53 mil empregos em serviços, atacado e varejo

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Com melhora no desempenho do mercado de trabalho, planejamento sazonal é trunfo para empresário aperfeiçoar seu negócio

Os dados da PESP apontam que houve crescimento de 2% na geração de empregos em serviços, com 50 mil vagas a mais em fevereiro.
(Arte: Tutu)

Os números da Pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo (PESP), de fevereiro, apontam que um planejamento comercial que leve em conta a sazonalidade é ideal para que as empresas tenham maior eficiência em formação de preços, controle de estoques e contratações. Como há uma variação na renda e intenção de consumo dos clientes em determinados períodos do ano, como em datas comemorativas, esses períodos costumam movimentar mais o comércio varejista, atacadista e de serviços. Neste caso, o ajuste sazonal é uma forma de equiparar o resultado de um mês com outro, levando-se em conta as mudanças no mercado de trabalho normalmente esperadas para cada período. 

A PESP é realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged). Integrando serviços, atacado e varejo, foram mais de 53 mil empregos criados no Estado em fevereiro deste ano.

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Setor de serviços  

O setor de serviços no Estado teve o melhor mês de fevereiro desde 2014. Os dados da PESP apontam que houve crescimento de 2% na geração de empregos neste setor. São 50 mil vagas a mais, resultado direto do número de contratações (237.687) superior ao de desligamentos (187.624). Em 12 meses, explica a FecomercioSP, são quase 145,5 mil novas vagas. 

A assessoria econômica da Federação enfatiza que é o melhor resultado em 12 meses desde o período finalizado em novembro de 2014. E para exatamente o extrato temporal de março a fevereiro, seria também o melhor desempenho desde 2014. Ao todo, são 7.487.640 empregos com carteira assinada nos serviços paulistas.  

A pesquisa traz informações relevantes sobre a composição da geração de emprego nos serviços em fevereiro. No setor de saúde foram mais de 4.400 vagas; na área administrativa foram mais de 6.800; na administração pública foram de 5.800. Já o setor de educação se destacou com maior número de novos postos de trabalho em fevereiro, com 16.351 novas vagas. Desde janeiro foram os serviços relacionadas à educação os que mais empregaram no Estado, com um total de 22.525 postos de trabalho.  

Comércio atacadista e varejista  

O mercado de trabalho do comércio atacadista do Estado cresceu 1,9% em fevereiro em comparação com o mesmo mês de 2018. São 2.178 novas vagas apenas em fevereiro. Esse também é o melhor resultado para o mês desde 2014. Ao todo, são 516.865 empregos com carteira assinada no atacado paulista. Desde março de 2018, são 9.732 novos postos. O grupo de atacadistas de máquinas de uso comercial e industrial se destacaram neste período, com mais 2.509 empregos criados. 

Já o comércio varejista, assim como os demais, teve resultado positivo na quantidade de vagas criadas nos últimos 12 meses, ainda que o aumento de 0,8% esteja abaixo do total apresentado pelos serviços e atacado. Já em fevereiro foram gerados 996 novos postos no varejo, resultado de 79.039 admissões e 78.043 desligamentos. Ao todo, são 2.074.107 empregos neste ramo. Também é o melhor mês para o varejo paulista desde 2014. Ainda assim, o setor teve recuo no número de empregos nas lojas de vestuário, tecido e calçados (- 3.050).  

A FecomercioSP pontua que o resultado praticamente estável do varejo ocorreu porque os bons números nas lojas de materiais de construção e supermercados foram compensados pela redução observada no varejo de vestuário, tecido e calçados.  

Reforma trabalhista e movimentação no mercado de trabalho 

O desligamento por comum acordo, que entrou em vigor após a reforma trabalhista de 2017, só foi realizado em uma quantidade pequena dentre o total de desligamentos em fevereiro: dos 280.765 desligamentos no setor de comércio e serviços no Estado, 4.120 foram nessa modalidade, essa quantidade representa apenas 1,5% do total. A legislação prevê que, se empregado e empregador decidirem pela demissão em comum acordo, o empregado tem direito à multa rescisória de 20% sobre o saldo do FGTS e ao saque de 80% do saldo do FGTS.  

Já o emprego intermitente, que também passou a vigorar após a reforma trabalhista, teve resultado positivo em fevereiro. Foram 2.737 admissões e 1.163 desligamentos, isto é, saldo positivo de 1.574 novos vínculos. 974 empregos no setor de serviços nesta categoria. No varejo foram 561 vagas intermitentes a mais e no atacado, foram 39. 

Em relação à jornada de trabalho parcial, com duração de no máximo 30 horas semanais, foram 154 vagas criadas no comércio varejista; sendo 133, no setor de supermercados.  Já no setor de serviços, das 693 vagas criadas, a maior parte (248) se referem a atividades voltadas à educação. 

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