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Negócios

13/04/2017

Comércio de doces espera alta nas vendas de chocolate

Maioria dos estabelecimentos que vendem ovos e insumos para o pequeno empreendedor está otimista com a data

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Comércio de doces espera alta nas vendas de chocolate

Marcas especializadas em chocolates, como Cacau Show, Ofner e Munik apostam em alta ou pelo menos estabilização das vendas
(Arte/TUTU)

Por Jamille Niero 

Os estabelecimentos comerciais estão animados para as vendas de doces na Páscoa. A expectativa do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo (Sincovaga) é que as vendas na data cresçam ao redor de 10%, com ênfase nos chocolates. A entidade, filiada à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), representa hipermercados, supermercados, mercados, mercadinhos, lojas de conveniência, quitandas, mercearias, empórios, laticínios, sacolões, entre outros. 

Os comércios especializados em doces e chocolates também estão otimistas. A Cacau Show está entre os mais positivos: prevê alta de 14% nas vendas. A empresa informa que serão produzidas cerca de 8,5 mil toneladas de chocolate, um crescimento representativo em relação a 2016, quando foram produzidas 7,9 mil toneladas. O portfólio para a Páscoa conta com mais de 40 itens e ovos que variam de 80g a 2,8kg vendidos nas 2.050 lojas do Brasil (572 só no Estado de São Paulo). 

É na Páscoa que a marca Munik costuma ter o melhor resultado no ano: cerca de 60% das vendas totais são realizadas no período. Com 21 lojas espalhadas pelo estado paulista, a expectativa é de aumento do faturamento na data. “Estamos trabalhando com 5% a mais nas vendas em relação ao ano passado”, diz a gestora comercial, Leila Deticio. 

Já a Ofner acredita que manterá o mesmo número de vendas/faturamento registrado em 2016. A empresa não divulga valores, mas segundo o diretor executivo Mário Costa Júnior, em 2016 foram produzidas 80 toneladas de chocolate – mesma quantidade prevista para 2017. Para angariar mais consumidores, a marca preparou produtos sem lactose e zero açúcar para venda nas suas 23 lojas (todas em São Paulo). 

“Até o momento, foram comercializados 15% do volume total de produção. As vendas de Páscoa são bastante concentradas nos últimos dias, principalmente na semana de 8 a 16 de abril, quando ocorrem mais de 70% das vendas. As compras de presentes dos brasileiros sempre são em cima da hora, o que aumenta a expectativa e ansiedade do mercado”, comenta Costa Júnior. As vendas do período representam cerca de 7% do faturamento total da marca no ano. 

Insumos
As lojas que comercializam insumos para o pequeno empreendedor (quem produz ovos caseiros, por exemplo) também aguardam bom desempenho em 2017. A Bondinho, que possui loja física na capital paulista e on-line, espera crescimento de 8% a 10% em relação ao ano passado. Segundo o diretor da empresa, Carlos Eduardo Heilberg, a aposta das vendas é porque “muitas pessoas desempregadas precisam de uma renda extra” e buscam na venda de chocolates caseiros uma opção para ganhar esse dinheiro. Para atrair o cliente, a Bondinho investiu no e-mail marketing e em ações promocionais na loja.

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