Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista

Vendas do varejo paulista caem 0,8% em fevereiro

As vendas no comércio varejista do Estado de São Paulo registraram queda de 0,8% em fevereiro, na comparação com mesmo mês de 2016. O resultado, porém, não interrompe a série de crescimento no faturamento do setor, pois deve-se considerar o efeito calendário, já que ano passado foi bissexto, ou seja, um dia a mais em fevereiro. Vale destacar que a média diária das vendas reais em fevereiro de 2017 foi 2,7% superior a fevereiro do ano passado, o que torna o resultado de -0,8% mais favorável do que pode parecer com a análise isolada do número. Assim, o varejo paulista registrou faturamento real de R$ 45,3 bilhões no mês, R$ 370,9 milhões abaixo do valor apurado em fevereiro de 2016. No acumulado dos dois primeiros meses deste ano, as vendas no varejo cresceram 1,7%, em termos reais, o que representa R$ 1,6 bilhão a mais de receita. Considerando os últimos 12 meses, o setor apresentou alta de 0,5% nas vendas.

De acordo com a Federação, mesmo com a lenta recuperação que está em curso, é preciso ter cautela na avaliação da sustentabilidade dessa tendência. Isso porque o grande obstáculo para a consolidação de fato de um ciclo sustentado de recuperação das vendas, segundo a Entidade, ainda dependente de uma reativação ampla e contínua do ritmo das demais atividades que permita o aumento das taxas de emprego e consequente recomposição da renda interna da população ocupada. Na visão da FecomercioSP, as condições necessárias para isso infelizmente ainda não estão efetivadas como a estabilidade do quadro político, o controle e o ajuste das contas públicas que, por sua vez, grande parte depende das reformas nos âmbitos trabalhista, previdenciário e tributário.

Apesar disso, a Federação aponta para 2017 uma taxa de crescimento anual das vendas de 2,7% motivada pelo conjunto dos principais indicadores econômicos e suas perspectivas. A prioridade da equipe econômica para o controle da inflação e a restauração da credibilidade do mercadoque permita a atração de investimentos internos e externos também refletem na taxa de crescimento.

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Sobre

A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista do Estado de São Paulo tem como objetivo produzir indicadores mensais do desempenho do comércio varejista e dos seus vários ramos de atividade e em todas as 16 regiões do Estado. A partir de dados do faturamento bruto real, as informações produzidas pela pesquisa permitem mensurar, tanto em número índice quanto em R$ bilhões, e projetar a atividade econômica geral de curto prazo, dado que o consumo é o indicador mais sensível e o que mais rapidamente responde às mudanças conjunturais e/ou às medidas de política econômica.

Como é obtido

A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PCCV) tem a cobertura de 100% dos setores varejistas, considerando todas as informações das empresas enquadradas no código CNAE 2.0 relativo ao setor do comércio varejista. A utilização dos dados da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (SEFAZ) é subdividido em 16 regiões, que cobrem todos os 648 municípios paulistas, e tem uma abrangência em média de 83% de todo faturamento do varejo, o que dá à nova PCCV um grau de precisão e de confiabilidade muito superior a de qualquer outra pesquisa similar.

Utilidades

A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista na Região Metropolitana de São Paulo (PCCV) permite conhecer e avaliar o real desempenho mensal do comércio que podem subsidiar as políticas públicas regionais, estaduais e federais e balizar decisões de investimentos privados no Estado de São Paulo.

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